Um mal-estar embrulhou seu estômago. Ela rapidamente repeliu a mão de Félix, contendo as ânsias.
— Tire isso daqui.
Tentar apaziguá-la usando os mesmos truques criados para agradar outra pessoa era completamente repugnante.
Félix franziu a testa, guardou o bolo e afagou levemente as costas de Karina:
— Os enjoos matinais estão tão fortes assim? Meninas não costumam gostar de doces? Por que sentiu náuseas só de olhar?
Com os lábios levemente pálidos, Karina respirou fundo algumas vezes e meneou a cabeça:
— Não estou com fome agora, vamos.
——
No salão de leilões.
Félix amparava Karina enquanto se preparavam para subir as escadas.
— Félix! Você também está aqui! — Bárbara, vestindo um delicado vestido floral, aproximou-se a passos rápidos, baixando a voz ao notar a presença da irmã: — A minha irmã também está...
— Bárbara? O que faz aqui?
Félix franziu a testa. Aquela hora Bárbara não deveria estar no hospital? Além disso, ela não deveria estar de repouso no leito?
Como ela havia saído?
E justo para um ambiente tão lotado?
Bárbara enlaçou o braço no de Félix com naturalidade:
— Como estou me sentindo ótima hoje, mamãe teve medo que eu ficasse entediada, então pediu ao meu tio que me trouxesse ao leilão.
Karina lançou um olhar rápido para o braço de Bárbara e afastou-se silenciosamente de Félix.
— Diretor Lopes, veio com a sua namorada?
O organizador do leilão, observando a intimidade dos dois, apressou-se em elogiá-los:
— Vocês formam um casal belíssimo!
A única ressalva era a magreza da moça; possivelmente, uma jovem obcecada pelos padrões de beleza.
Karina conservou o semblante impenetrável, como se estivesse imunizada contra aqueles comentários.
Seguindo a deixa do organizador, os executivos ao redor também manifestaram seu apoio em coro.
— Sem dúvida alguma, parece que o Diretor Lopes terá boas notícias em breve.

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