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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 525

— Isso é um assunto meu, não precisa se preocupar. Apenas cuidem bem da vovó daqui para frente.

Afonso engasgou levemente, seu rosto fechou-se e ele não disse mais nada.

Ele realmente não tinha o direito de criticar os assuntos de Inês, muito menos de querer controlá-la.

Afinal, quando Inês voltara para a Família Alves, ele nunca se importou com ela.

Os olhos de Bianca ficaram instantaneamente vermelhos. Ela ergueu a cabeça, olhando para Inês:

— Inês, eu sei que nós falhamos com você. Quando você voltou para casa, eu não deveria tê-la ignorado por causa da Clarice, muito menos ter tido favoritismos. Eu sei que agora de nada adianta dizer isso, e, além de pedir desculpas, não tenho como me justificar.

Inês achou a situação até um pouco cômica. Tanto Ibsen quanto Bianca adoravam pedir desculpas.

Será que quando faziam as coisas que a magoavam, não sabiam que ela ficaria ferida?

Eles sabiam perfeitamente bem.

No entanto, só se importavam em satisfazer os próprios desejos egoístas.

— Não precisa pedir desculpas. Não vou aceitá-las, muito menos perdoá-los. Daqui em diante, se não houver um assunto estritamente necessário, não precisamos manter contato.

Ela só estava sentada frente a frente com eles porque não queria colocar Dona Alves em uma situação difícil.

Bianca abaixou o olhar e as lágrimas caíram silenciosamente de seus olhos.

Ela compreendia que Inês realmente não os perdoaria pelo resto da vida.

Não importava o quanto tentasse, seria impossível reparar os danos que causara a Inês no passado.

Era a sua punição, e ela merecia cada momento daquilo.

Sua filha biológica havia sofrido por tantos anos lá fora e, mesmo assim, ela não apenas não sentiu pena, como também achou que a menina a envergonhava, preferindo favorecer uma filha adotiva.

Agora que reconhecia seu erro e se arrependia, era tarde demais para tudo.

Ninguém mais falou nada, deixando que o tempo corresse minuto a minuto.

Às seis da manhã, Inês já havia feito sua higiene matinal e partiu para a empresa.

Ao chegar à entrada da empresa, foi interceptada pelo secretário de Dimas.

— Srta. Inês, o nosso Sr. Dimas gostaria de lhe dizer algumas palavras.

Mas se a pessoa estivera com Dimas por anos, como não saberia que tipo de pessoa ele era?

Qualquer um com o mínimo de consciência não continuaria ao lado de Dimas.

Quem estaria disposto a permanecer ao lado dele e ser cúmplice de suas atrocidades certamente não seria alguém de bom coração.

Ignorando a expressão paralisada do homem, Inês simplesmente passou por ele e se afastou.

Depois de um longo tempo, o secretário finalmente caminhou de cabeça baixa até o Maybach à beira da rua.

A janela do banco de trás se abriu pela metade, e a voz fria de Dimas soou de lá de dentro:

— Ela não quis me ver?

— Sr. Dimas, a culpa é da minha incompetência...

O tom de Dimas estava tão sombrio que beirava a ameaça:

— Esta foi a última chance que lhe dei. Já que ela não quis aproveitá-la, prossiga de acordo com o plano original.

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