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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 502

Mayra mordeu o lábio, suportando a dor, e se desvencilhou da mão de Karina. — Eu não vou. Se quiserem ir, vão vocês mesmos!

Vendo-a daquele jeito, a raiva de Karina subiu-lhe à cabeça.

— Mayra, você passou de todos os limites! Não acha que eu não tenho como forçá-la, acha?!

Ramiro deu um passo à frente e disse impaciente: — Por que perder tanto tempo conversando com ela?! Se ela não quer ir, a gente bate até ela implorar por piedade! E se não implorar, a gente mata ela logo. Uma inútil viva só serve para prejudicar os outros!

A pessoa a quem ele se referia como 'os outros', naturalmente, era o seu precioso filho, Pedro.

Mayra assentiu. — Tudo bem, então batam. É melhor me matarem mesmo. Se não conseguirem, preparem-se para ir para a cadeia fazer companhia ao Pedro.

— Quando estiverem lá dentro, ainda poderão ajudá-lo a cumprir as tarefas para conseguir progressão de regime mais cedo!

As palavras de Mayra enfureceram Ramiro de vez. Ele ergueu a mão para lhe dar um tapa.

— O que vocês estão fazendo?!

O grito ríspido da enfermeira vindo de trás assustou Ramiro, e sua mão paralisou no ar.

No instante em que ele se distraiu, a enfermeira o empurrou e ajudou Mayra, que estava no chão, a deitar-se na cama.

Ela virou-se para Ramiro e Karina, com o rosto cheio de indignação: — Quem são vocês?!

Diante de estranhos, Karina fingia ser uma boa pessoa e disse com um sorriso: — Nós somos os pais de Mayra. Soubemos que ela estava internada e viemos de casa o mais rápido que pudemos.

Os olhos da enfermeira transbordavam ceticismo: — Que tipo de pais veriam a própria filha cair no chão e não fariam nada?

Mayra estava prestes a falar, mas Karina foi rápida e tirou o documento de identidade, mostrando-o à enfermeira.

— Olhe, esta é a identidade dela. Ela é, de fato, a nossa filha.

Ao confirmar que o documento era verdadeiro, a expressão da enfermeira mudou, e o olhar que lançou a Mayra tornou-se sutil.

— Eles são realmente os seus pais. Por que você mentiu para mim?

— Porque eu estou neste estado exatamente por ter apanhado do filho deles. E agora, eles ainda querem que eu arraste o meu corpo machucado até a delegacia para explicar tudo aos policiais e soltarem o filho deles. É por isso que eu não quero olhar para a cara deles.

O quarto de hospital mergulhou em silêncio. A enfermeira franziu a testa e olhou para Ramiro e Karina.

— O corpo dela está muito fraco agora, é impossível que ela vá a uma delegacia. Além disso, o horário de visitas de hoje já acabou. Por favor, retirem-se.

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