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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 501

— Muito bem! Quero ver o que é mais duro, os meus punhos ou os seus ossos!

Pedro agarrou o cabelo de Mayra, puxando-a para si, e seus punhos caíram sobre ela como uma tempestade.

No início, Mayra ainda lutou desesperadamente, amaldiçoando Pedro.

— Pedro, você é um lixo, um parasita que só sabe viver às custas dos outros. Sem seus pais, você é um inútil completo!

— Ainda quer o meu dinheiro? Continue sonhando. Preferia dar aos cachorros do que a você, pelo menos eles abanariam o rabo para mim!

— É melhor me matar mesmo, caso contrário, cinquenta milhões seriam suficientes para comprar a sua vida cem vezes, seu lixo inútil e imprestável!

...

Aos poucos, Mayra ficou com o rosto coberto de hematomas e a boca sangrando, já não conseguindo sequer articular as palavras.

Pedro ficava cada vez mais eufórico com a agressão. Ele jogou Mayra no chão e chutou-a com força várias vezes.

— Você vai me dar o dinheiro ou não?! Se não me der, mesmo que eu a mate de pancada, papai e mamãe com certeza assinarão um termo de perdão!

Mayra estava deitada no chão, com todos os ossos do corpo doendo, sem forças sequer para se arrastar e levantar.

Vendo que ela continuava imóvel no chão, Pedro desferiu-lhe mais um chute.

— Tudo bem, não quer falar, não é?! Eu mesmo vou procurar os cartões bancários. Tentarei as senhas uma por uma, mais cedo ou mais tarde, eu acerto!

Dizendo isso, ele passou por cima de Mayra e caminhou até a sala de estar, começando a revirar tudo.

O vizinho voltou ao meio-dia e viu Mayra com o rosto desfigurado deitada na porta, parecendo ofegante e à beira do colapso. Com as pernas trêmulas de susto, ele apressou-se em chamar a polícia e também uma ambulância.

Logo, a ambulância e os policiais chegaram juntos.

Mayra ergueu os olhos para Karina. O olhar que Karina lhe lançava era como se olhasse para uma inimiga.

Mas, afinal, ela também era filha de Karina.

Será que só porque não era um filho homem, ela precisava sofrer todo esse tratamento injusto?!

Ela respondeu friamente: — Eu não vou. Ele me bateu até me deixar nesse estado, merece ficar preso por alguns anos!

— Como ousa! — Karina deu passos largos até a cama e puxou Mayra abruptamente para baixo. — Você vai conosco para a delegacia agora mesmo. Seu irmão é o único filho homem da Família Rocha. Se acontecer alguma tragédia com ele, eu não perdoarei você!

O corpo de Mayra já estava fraco e, com o puxão de Karina, ela caiu direto no chão.

Uma dor aguda irradiou de seu quadril, deixando o rosto de Mayra pálido de agonia.

No entanto, Karina não demonstrou a menor pena. Em vez disso, encarou-a com fúria e disse: — Pare de fingimento! Levante-se agora e vamos para a delegacia!

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