Fausta levantou-se apressadamente e caminhou para frente: — Doutor, como estão as coisas? Conseguiram salvar o bebê?
O médico balançou a cabeça: — Se ela tivesse sido trazida meia hora mais cedo, talvez pudéssemos tê-lo salvo. Fizemos o nosso melhor.
O rosto de Fausta empalideceu e ela congelou no lugar, como se tivesse levado um choque elétrico.
Vendo que ela estava prestes a cair no chão, Ibsen rapidamente a segurou: — Mãe...
Fausta o empurrou bruscamente: — Suma daqui!
Sua raiva parecia ter encontrado um lugar para se libertar, e ela começou a bater em Ibsen: — A culpa é toda sua! Se você tivesse atendido o telefone e ido até lá, não teria demorado tanto e o bebê na barriga da Mayra poderia ter sido salvo!
O rosto de Ibsen estava frio e ele não se esquivou, não importava o quanto ela batesse nele.
O que aconteceu desta vez foi, de fato, culpa dele.
Anteriormente, Mayra sempre usava a desculpa de dor de estômago para enganá-lo e fazê-lo ir até ela. Desta vez, ele achou que era apenas mais uma desculpa e não foi.
Ele não esperava que Mayra tivesse realmente caído...
No entanto, com a perda daquela criança, Ibsen não apenas não sentiu nenhuma tristeza, mas sim uma sensação de alívio.
Sem a criança, talvez ele não precisasse mais se casar com Mayra.
Nenhum dos dois notou uma figura virando a esquina e indo embora.
A pessoa saiu do hospital e imediatamente ligou para Dimas: — Sr. Dimas, a Mayra perdeu o bebê.
Ao ouvir isso, Dimas riu levemente: — Ótimo, você fez um bom trabalho. Mandarei alguém lhe dar uma quantia em dinheiro mais tarde. Saia da Capital por um tempo, encontre um lugar para se esconder e só volte quando as coisas se acalmarem.
— Entendido, obrigado, Sr. Dimas.
Após desligar o telefone, Dimas chamou sua secretária ao escritório: — Vocês descobriram o paradeiro do Ibsen nestes últimos dois dias? Ele se encontrou com a Inês?
A secretária assentiu: — Sim, hoje ao meio-dia, o Ibsen convidou a Inês para almoçar.
Ouvindo isso, o sorriso nos lábios de Dimas se aprofundou: — Isso realmente me poupou muito trabalho. Quando a Mayra acordar, encontre uma maneira de fazer com que ela saiba disso.
Este bebê era a sua única chance!
Ibsen não lhe daria outra oportunidade de engravidar...
Sem essa criança, seu sonho de se casar com uma família da alta sociedade estava completamente destruído.
— Não... Eu não acredito, devolvam o meu bebê...
Vendo Mayra levantar as cobertas para sair da cama, Fausta rapidamente a segurou: — Você acabou de passar por uma cirurgia, precisa descansar bem, senão seu corpo sofrerá sequelas.
Mayra chorava enquanto se debatia: — Meu bebê... Devolvam o meu bebê...
Vendo Ibsen indiferente ao lado, Fausta disse com raiva: — Venha logo aqui! Se não fosse por você, a Mayra não teria abortado!
O corpo de Mayra enrijeceu de repente. Ela virou a cabeça lentamente para olhar Ibsen, seus olhos cheios de dor.
— Ibsen, eu te liguei antes, por que você não quis acreditar em mim? Se você tivesse ido até lá, o nosso bebê não teria morrido...

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