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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 475

Fausta claramente não esperava que ele concordasse com tanta facilidade; ficou atônita por um instante antes de se dar conta.

— Certo...

Logo chegou o anoitecer do dia seguinte. Após sair da empresa, Ibsen foi diretamente buscar Fausta.

Ao ver que Mayra também estava com Fausta, seu rosto escureceu:

— Por que você está aqui?

— Ela está grávida agora. É assim que você fala com ela?

Mayra mordeu o lábio inferior, com o rosto cheio de ressentimento:

— Tia Fausta, a culpa não é do Ibsen. Fui eu que o irritei recentemente, é natural que ele não queira me ver.

Fausta falou, aborrecida:

— Vocês já estão prestes a se casar. Mesmo que briguem, não podem ter essa atitude.

Dito isto, ela olhou para Ibsen:

— Antigamente, quando você brigava com a Inês, eu nunca o vi falar com ela nesse tom. Foi você mesmo quem a escolheu. Não me deixe ver você agindo dessa forma novamente.

Ibsen: — ...

Ele não respondeu, pois Fausta tinha razão; de fato, fora ele próprio quem escolher a Mayra.

Esta situação agora podia ser considerada o seu castigo.

O castigo por ter desapontado Inês.

Ao ouvir Fausta mencionar Inês, Mayra cerrou os punhos de forma inconsciente.

Mesmo que Ibsen e Inês já tivessem terminado, ela continuava vivendo à sombra de Inês a cada instante.

Até mesmo Fausta, às vezes, ao conversar com ela, errava o nome e a chamava de Inês.

Ela não sabia quanto tempo levaria para conseguir substituir completamente Inês no coração de Fausta e de Ibsen.

Apertando as próprias emoções a custo, Mayra forçou um sorriso:

— Tia Fausta, nós não íamos para a Família Serpa? Se não formos agora, chegaremos atrasados.

Fausta assentiu. Quando estava prestes a falar, Ibsen interveio com uma voz fria:

— Você vai levá-la junto?!

— Sra. Fausta, Sr. Ibsen. Vou levá-los até lá.

Na mansão principal da Família Serpa, pavilhões e terraços estavam espalhados por todo o lado. Atravessando o longo corredor e caminhando para o interior por mais cinco ou seis minutos, eles finalmente cruzaram o jardim e entraram na sala de estar.

Naquele momento, Eduardo e a sua esposa, Fernanda, estavam sentados na sala.

Ouvindo o som dos passos, os dois voltaram a cabeça em direção à porta. Ao ver Fausta, Fernanda estreitou os olhos.

Apesar de ter passado dos quarenta anos, Fausta ainda possuía um charme duradouro. Não era à toa que Eduardo nunca conseguira esquecê-la.

Eduardo, vestindo um terno, tinha traços ao redor dos olhos e das sobrancelhas que eram até certo ponto parecidos com os de Ibsen, porém suas feições eram mais profundas. A sua expressão impassível era idêntica à de Ibsen.

Depois de todos se sentarem no sofá, Eduardo virou-se para Ibsen e começou a falar:

— Ouvi dizer que você está se preparando para expandir a sua empresa para o lado de Cidade do Mar ultimamente?

A expressão de Ibsen era de frieza:

— Sim. Qual é o problema?

— Em vez de expandir para Cidade do Mar, seria melhor você vir para o Grupo Serpa ajudar o seu irmão mais velho. Vocês dois, como irmãos, desenvolveriam o Grupo Serpa para transformá-lo na maior empresa da Capital.

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