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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 468

— Onde está a avó?

— A velha senhora está descansando no quarto.

— Certo, vou lá vê-la.

Inês caminhou até a porta do quarto de Dona Alves, bateu levemente e, ao ouvir a voz de Dona Alves vindo de dentro, abriu a porta e entrou.

Ao ver que era Inês, Dona Alves sentou-se com dificuldade:

— Inês, você voltou.

Inês correu para ampará-la:

— Avó, se a senhora não está se sentindo bem, deite-se e não se levante.

Dona Alves assentiu:

— Está bem.

— A propósito, ouvi dizer que o meu pai foi preso. O que exatamente aconteceu?

— O advogado me disse que houve um acidente no canteiro de obras de um projeto que ele estava conduzindo recentemente. Três operários morreram, e então os trabalhadores denunciaram que os materiais de construção que ele usou eram inadequados, o que causou o acidente. Agora o seu pai foi levado para a delegacia para investigação.

Ao ouvir isso, Inês não pôde deixar de franzir a testa:

— Entendi. Falarei com o advogado e com Valdir mais tarde para entender os detalhes. A senhora deve descansar bem durante esse período, não se preocupe com mais nada.

Ao sair do quarto de Dona Alves, Inês contatou o advogado imediatamente, pedindo que ele viesse.

Em menos de uma hora, o advogado chegou.

— Srta. Inês, aqui estão os documentos do caso, dê uma olhada.

Inês pegou a pasta, mas não a abriu de imediato. Em vez disso, olhou para o advogado:

— É possível pagar a fiança e tirá-lo de lá primeiro?

O fato de Afonso ter sido levado à delegacia não poderia ser escondido. Quanto mais tempo ele passasse lá, maior seria o impacto negativo sobre o Grupo Alves.

O advogado ajeitou os óculos e balançou a cabeça com uma expressão grave:

No entanto, o mais importante no momento era descobrir se Afonso realmente havia violado as regras usando materiais de construção de baixa qualidade. Se ele tivesse feito isso, então merecia ir para a cadeia.

— Continue tentando encontrar uma maneira de se comunicar com as famílias. Pode ir por enquanto.

Após a saída do advogado, Inês dirigiu até a empresa.

Assim que chegou ao prédio, viu um grupo de pessoas vestidas como operários da construção civil aglomeradas na frente do Grupo Alves, segurando faixas que diziam:

[Comerciante inescrupuloso tirou a vida de nossos entes queridos! Punição severa ao assassino!]

Havia mais de dez seguranças posicionados na porta, apenas conseguindo manter a ordem com muita dificuldade.

Inês desviou o olhar, dirigiu o carro para o subsolo e subiu de elevador.

Assim que saiu do elevador, Valdir veio ao seu encontro.

No caminho para lá, Inês já havia ligado para Valdir e compreendido a situação geral.

— Srta. Inês, vou levá-la ao escritório do Sr. Alves.

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