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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 445

Os acionistas do Grupo Leite não aceitariam um deficiente como diretor-geral, e Dona Leite não permitiria que ele herdasse o Grupo Leite.

Com esse pensamento, um ódio profundo brotou em seu coração.

— Onde Severino está agora? Ele está na delegacia? Eu vou matá-lo!

Desta vez, ele não teria piedade de forma alguma. Ele faria questão de destruir Severino!

Regina parou por um instante de enxugar as lágrimas e, depois de um longo tempo, ergueu o olhar para César.

— César, o Severino já está morto. Quando a polícia chegou, ele estava prestes a matá-lo. Para salvar a sua vida, os policiais atiraram e o mataram no local.

Ao ouvir isso, César ficou atônito por um momento, mas logo soltou uma grande gargalhada:

— Morreu bem! Foi uma morte bem merecida! É uma pena que ele não tenha morrido pelas minhas próprias mãos!

Regina conteve o ódio em seu coração e aproximou-se lentamente:

— César, o mais importante para você agora é se recuperar. Quando os seus ferimentos sararem, eu o acompanharei ao exterior para tratamento. Você com certeza voltará a andar.

Quando jovem, Regina era muito bonita. E agora, apesar de já estar na casa dos quarenta anos, cuidara tão bem de si mesma que parecia ter pouco mais de trinta, ainda mantendo todo o seu charme.

Naquele momento, com lágrimas nos olhos e o olhar abaixado, em uma postura frágil e digna de pena, o coração de César se amoleceu de imediato.

Ele estendeu os braços e puxou Regina para um abraço:

— Regina, me perdoe pelo que aconteceu agora há pouco. Eu fiquei muito alterado. Eu a assustei?

Regina balançou a cabeça:

— Eu estou bem, só estava preocupada com você.

Ao ver as marcas de lágrimas em seu rosto e as olheiras sob os seus olhos, César sentiu novamente um aperto no coração.

Justo quando ele ia falar, a porta do quarto do hospital foi empurrada bruscamente.

Os dois olharam em direção à entrada e viram Lucas e Dona Leite entrando. Regina apressou-se em se desvencilhar dos braços de César, limpou as lágrimas, abaixou o olhar e ficou quieta ao lado da cama.

— Depois que a notícia de que você estava paralisado e nunca mais voltaria a andar chegou à empresa, os acionistas quiseram removê-lo do cargo e colocar o filho de Geraldo em seu lugar.

César ficou atônito por um momento, mas logo exclamou com uma voz fria:

— Eu sabia que Geraldo não ficaria quieto!

— Embora os acionistas tenham sido de fato um pouco agressivos, a verdade é que você perdeu as pernas, e realmente já não está apto para continuar como diretor-geral do Grupo Leite.

César exibia uma expressão de incredulidade:

— Mãe, o que a senhora quer dizer com isso? A senhora também vai desistir de mim?!

Dona Leite permaneceu em silêncio por um instante e, olhando diretamente para ele, disse lentamente:

— César, não havia outra saída. Se você ainda quiser administrar uma empresa, assim que receber alta, escolherei uma das filiais para você cuidar.

— Eu não quero! — César a encarou com raiva. — Minhas pernas podem estar inutilizadas, mas eu não fecho negócios com as pernas, tampouco administro a empresa com elas! Eu me recuso a renunciar!

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