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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 416

Justamente quando o silêncio recaiu sobre o escritório, o celular de Lucas tocou de repente.

Ele pegou o aparelho, viu que era Gustavo ligando, e com o olhar sombrio, atendeu imediatamente.

— Lucas, eu encontrei a Inês! O sequestrador que a levou também já foi contido, e agora o médico está examinando-a...

O que Gustavo disse em seguida, Lucas já não conseguia mais ouvir.

— Ela está bem? Como ela parece?

— Não foi nada grave, ela conseguiu escapar sozinha. Por coincidência, eu havia rastreado a última localização do sequestrador nas câmeras de segurança e, no caminho para lá, encontrei Inês fugindo. Você não precisa se preocupar.

O coração de Lucas, que antes estava apertado pela angústia, aliviou-se instantaneamente. Passaram-se bons segundos até que ele finalmente falasse de forma pausada:

— Certo, por favor, cuide dela. Eu voltarei o mais rápido possível.

Após desligar, Lucas abaixou o celular e baixou o olhar para encarar César.

César também o observava e, embora seu rosto aparentasse certa calma, o pânico e o medo em seus olhos denunciavam suas verdadeiras emoções naquele momento.

Ao deparar-se com o olhar gélido de Lucas, César sentiu um calafrio no peito, temendo que o outro num impulso acabasse com a sua vida ali mesmo.

Ao notar o leve tremor no corpo do irmão, um lampejo de escárnio brilhou nos olhos de Lucas.

— Então você também sabe o que é ter medo?

Antes que César pudesse responder, Dona Leite interveio apressadamente:

— Lucas, agora que Inês já está a salvo, você não deveria guardar logo essa faca?!

Lucas virou-se para Dona Leite:

— Só porque Inês está a salvo, o fato de ele tê-la sequestrado deve ser tratado como se nunca tivesse acontecido?

Se Inês não tivesse escapado por conta própria e, por acaso, esbarrado com Gustavo que a procurava, sabe-se lá o que teria acontecido.

Agora, Dona Leite, com um simples e leviano "Inês já está a salvo", queria encobrir o assunto, mas as coisas não eram tão fáceis assim.

O semblante de Dona Leite escureceu:

— E o que você quer fazer?

— Pretendo chamar a polícia e mandá-lo para a cadeia.

Assim que as palavras foram proferidas, Dona Leite elevou a voz, furiosa:

— De acordo.

O olhar de Lucas varreu o rosto de César, com uma profundidade insondável nos olhos, guardando seus próprios pensamentos.

Ele guardou o punhal, olhou para Dona Leite e declarou:

— Calha bem que eu estou indo para a Capital. Se daqui a duas horas eu não o vir no aeroporto, ele que arque com as consequências.

Mesmo não sendo o herdeiro da Família Leite, ele tinha capacidade de virar a Família Leite de cabeça para baixo.

Somente após a silhueta de Lucas desaparecer pela porta do escritório, César olhou para Dona Leite, com um tom implacável:

— Mãe, eu não vou pedir desculpas. Será que ela sequer merece isso?

Tratava-se apenas de uma família insignificante da Capital; nem mesmo o pai de Inês seria digno de tal ato.

Fazer com que ele pedisse desculpas a Inês era um completo absurdo.

O olhar de Dona Leite pousou sobre o ferimento no pescoço do filho, e sua voz soou um tanto gélida:

— Você deveria conhecer bem a personalidade do seu irmão. Se você não for, eu não me importarei com o que ele fizer a seguir.

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