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Almas Gêmeas? Não no Meu Casamento! romance Capítulo 415

— O quê?!

O rosto de César sofreu uma drástica mudança, o medo brilhou em seus olhos, e ele exclamou indignado:

— Eu mandei você soltar a garota! Você não entende o que eu falo?!

Do outro lado, não houve resposta, a ligação foi desligada imediatamente.

César tentou ligar de novo, mas a chamada foi bloqueada pelo outro.

— Lucas, eu...

Lucas riu com desdém:

— Já que você é incapaz de fazer o sequestrador libertar a Inês, então você morrerá junto com ela.

A intenção assassina no olhar dele deixou César petrificado, e as suas pernas fraquejaram sem controle.

Se não estivesse sentado na cadeira, provavelmente já teria caído no chão.

Os olhos de Lucas brilhavam com frieza. Quando a força em sua mão estava prestes a aumentar, a voz afiada e severa de Dona Leite ecoou repentinamente na porta.

— Lucas! O que você está fazendo?!

A ação de Lucas hesitou por um momento, e nesse exato instante, os seguranças trazidos por Dona Leite avançaram rapidamente para o lado de Lucas, cercando-o e a Francisco.

Lucas olhou para trás, deparando-se com Dona Leite, sem um único traço de calor nos olhos:

— O que estou fazendo? Não é óbvio?

Ao ver os olhos injetados de sangue dele, Dona Leite estremeceu intimamente:

— Ele é o seu irmão de sangue! Você vai matá-lo por causa de uma mulher e se tornar um assassino?!

Dona Leite fixou os olhos nele, transbordando ira.

Lucas riu de maneira gélida:

— Cinco anos atrás, você matou o meu melhor amigo. Por ser minha mãe biológica, não pude fazer nada, a não ser abandonar a Cidade do Mar. Cinco anos depois, ele manda sequestrar a mulher que amo, e agora esse sequestrador quer matar a Inês. Por que eu não posso matá-lo? Uma vida por outra, não é justo?

— Se não confia em mim, pelo menos no Francisco você confia, não é? O que acha de eu mandar ele entrar em contato com a Capital?

O olhar de Lucas recaiu sobre Francisco, que permanecia ao lado, pálido e de cabeça baixa, calado o tempo todo.

Ao notar o olhar, Francisco ergueu a cabeça devagar.

No momento em que os olhos de ambos se cruzaram, Francisco sentiu um abalo no peito e as suas mãos apertaram-se involuntariamente.

Naquele instante, os olhos de Lucas estavam vermelhos, com uma expressão aterrorizante, como se fosse um anjo da morte emergido do inferno. Somente o contato visual já trazia a sensação de ter a alma despedaçada.

Ele abriu a boca e moveu os lábios, mas não conseguiu emitir um único som.

Lucas desviou o olhar friamente:

— Eu também não confio nele.

Apesar de Francisco gostar de Inês, em comparação a César, Lucas não acreditava que Inês seria mais importante para ele.

Com essas últimas palavras, a atmosfera no escritório tornou-se num impasse total.

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