Ela afastou a mão de Victor.
E começou a subir as escadas.-
Ele apertou os olhos, observando a silhueta dela desaparecer no corredor, e só então voltou sua atenção para Bruna:
— Amanhã haverá um leilão em Coral Floresta. A organizadora principal é a Neusa Siqueira, prima da família do tio Reinaldo. Ela chamou todo mundo para ir a um clube de luxo hoje à noite para comemorar e dar apoio a ela.
Bruna insistiu:
— Eu também quero ir.
Victor franziu o cenho, mostrando hesitação:
— Não é o lugar adequado para você.
Bruna bateu o pé no chão com um gemido manhoso:
— Então eu vou para um bar qualquer beber sozinha!
Com o cachorrinho ainda nos braços, ela correu para fora de casa.
Ignorando o drama, Victor sentou-se no sofá, revisando mentalmente cada palavra e atitude de Sophia naquele dia.
Algo nela estava muito estranho.
Será que ela havia descoberto seu caso com Bruna?
Impossível.
Se fosse isso, ela já teria feito um escândalo.
Esfregando a testa com irritação, concluiu que o distanciamento dela era fruto de ele não tê-la acompanhado ao cemitério.
Tudo bem, amanhã no leilão eu compro algumas joias caras para recompensá-la.
Sophia desceu as escadas já no início da noite.
Ao ver que apenas Victor estava na sala.
Sophia sentiu até um alívio visual:
— Podemos ir?
Victor concordou prontamente, ajudando-a a terminar a descida, e logo ajudou Sophia a vestir seu sobretudo branco com extrema atenção:
— O tempo esfriou e a temperatura caiu bastante. Fique bem agasalhada para não pegar um resfriado.
Sophia deixou que Victor a guiasse pela mão até o carro e seguiu em silêncio até o clube.
Após cumprimentar Neusa, ela fez o que sempre fazia: sentou-se quieta em um canto.
Dava pequenos goles no suco.
Enquanto observava os outros cantarem e se divertirem.
Quando a bebedeira já corria solta.
Neusa se lembrou das ordens de sua avó. Sorrateiramente, tirou um pequeno comprimido do bolso, deixou-o dissolver numa taça de espumante e a entregou para Sophia.
Sophia a aceitou.
Usando gestos desajeitados, Neusa se comunicou:
— Sophia, por favor, me apoie muito amanhã no leilão. Um brinde! É só espumante, tem pouquíssimo álcool.
Sophia assentiu com um sorriso sutil.
Neusa era uma das poucas pessoas da família Siqueira que a tratava bem, e ela valorizava muito isso.
Após brindarem, Sophia virou a bebida de uma vez.
Pelo canto do olho, Neusa confirmou a cena.
Soltou um suspiro de alívio.


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