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Adeus, Ex-Marido: Agora Sou a Rainha romance Capítulo 5

Sophia guardou o celular no bolso.

No instante em que se virou para sair, suas pernas cederam, como se tivessem perdido toda a força, e ela quase despencou no chão.

De repente, uma onda de calor sufocante emergiu do âmago do seu corpo, infiltrando-se pelos seus ossos, acompanhada de um vazio inquietante e um desejo irracional.

Como um clarão, sua mente viajou até a taça de espumante servida por Neusa.

A bebida estava batizada.

Provavelmente, obra de alguma armadilha arquitetada pela velha matriarca dos Siqueira.

Sophia puxou o ar com força, apagando qualquer intenção de retornar ao camarote VIP.

Se ela voltasse até lá agora.

Isso significaria entregar seu corpo à mercê de Victor...

Ela sentia aversão, achava-o imundo.

Sem hesitar, ela deu meia-volta e começou a caminhar em direção à saída, cambaleante e ofegante.

De repente, no corredor.

Dois homens com camisas florais, cheirando a álcool, cruzaram seu caminho.

Bastou um olhar para que ambos notassem o rosto corado, a respiração entrecortada e o estado extremamente vulnerável de Sophia.

Com sorrisos maliciosos, os dois trocaram olhares e se aproximaram dela, encurralando-a pelos dois lados.

O mais alto esticou o braço, agarrando-a com força:

— Ei, gatinha, você está tão vermelha. Está se sentindo mal? Quer que eu te dê uma "ajudinha"?

O outro deu uma risada perversa:

— É, pois é! Ficar sozinha num lugar desses é tão perigoso. Deixa a gente levar você para um lugar mais calmo para descansar.

As intenções da dupla eram tão claras quanto o dia, e tão sujas quanto a lama.

Sophia cerrou os dentes até a mandíbula doer.

Reunindo o pouco de força que lhe restava, ela se jogou contra eles para abrir caminho e correu desesperadamente pelo corredor.

— Ei! Olha a abusada correndo!

— Pega ela!

O som de passos pesados ecoava atrás dela, perseguindo-a. As pernas de Sophia pareciam feitas de gelatina e o coração batia como se fosse explodir no peito.

A visão turvava, transformando as paredes ao redor num borrão giratório.

A química corrompendo seu sangue começava a cobrar seu preço de forma brutal.

Ao cruzar uma esquina.

Ela deparou-se com uma área de descanso mais reservada e iluminada com luzes amenas. Um homem de terno cinza-chumbo estava de costas, falando ao celular em frente a uma imensa janela panorâmica. Seus ombros eram largos e sua postura imponente.

— Me... me ajude...

Sophia se lançou na direção dele, mas seus joelhos falharam. Ela desabou no carpete felpudo.

Caindo de joelhos aos pés do estranho.

O homem baixou o olhar.

Na escuridão profunda de suas pupilas, passou um brilho de surpresa que desapareceu tão rápido quanto surgiu.

Dando lugar a uma expressão de incômodo por ser interrompido.

Com as mãos miúdas e trêmulas, Sophia agarrou a barra da calça perfeitamente alinhada do homem e ergueu o rosto, com lágrimas molhando as bochechas.

Quando o olhar do homem finalmente se fixou no rosto dela, um espanto nítido cruzou sua expressão arrogante.

Os dois delinquentes também chegaram à área.

O mais alto tentou exibir um sorriso conciliador:

— Desculpe interromper, chefe, mas essa garota estava com a gente. Já estamos levando ela embora.

Eles avançaram para agarrar a mulher.

Sophia balançou a cabeça em pânico para o homem do terno:

— Mentira... por favor, me salve.

Sem pressa alguma, o homem guardou o celular.

Vendo que os dois canalhas já estavam tentando erguer Sophia do chão para arrastá-la dali.

Ele moveu-se com agilidade letal.

Desferiu um chute seco e preciso no joelho do criminoso mais alto. O bandido despencou de joelhos, gemendo.

Fuzilando o homem de terno com um olhar carregado de ódio.

Imediatamente, o homem pegou o braço de Sophia, tirando-a com facilidade das garras dos idiotas, e a posicionou atrás de si. Sua voz saiu afiada como gelo:

— Sumam daqui.

A presença dele irradiava um poder dominador.

Os dois marginais se entreolharam, calcularam rapidamente que estavam lidando com alguém acima de sua categoria, e, após murmurarem um par de palavrões por pura frustração, deram as costas e fugiram.

O nervosismo aterrorizante de Sophia dissipou-se.

Mas o efeito da droga em seu sangue tomou conta do vácuo, inflamando cada célula do seu corpo.

Ela não conseguia nem mesmo se manter de pé.

Capítulo 5 1

Capítulo 5 2

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