O carro chegou rapidamente ao Bosque dos Ipês. O segurança carregou Zenobia para dentro, e Ema os seguiu apressadamente. Ao sair do carro, Alípio ficou parado perto do portão principal. Observando as luzes acesas no pátio, ele deu um sorriso aliviado antes de entrar também.
Dentro da casa, o segurança colocou Zenobia delicadamente no sofá espaçoso.
Ema correu para perto e cobriu Zenobia com cuidado usando uma manta leve. Ela observou o rosto levemente pálido da amiga, com o olhar repleto de compaixão, e chamou em voz alta:
— Isabel, peça para alguém preparar um chá digestivo para curar a ressaca, rápido!
— Sim, senhora. — Isabel instruiu uma funcionária a trazer um pouco de água para limpar o rosto de Zenobia, e outra para servir água a Alípio e ao segurança, enquanto ela mesma corria para a cozinha.
Alípio sentou-se devagar um pouco mais afastado e perguntou em um tom calmo:
— Ema, aqueles dois... O que aconteceu de verdade esta noite?
Ema balançou a cabeça:
— Eu também não sei. Quando cheguei lá em cima, os dois já estavam brigando. Acho que nem a Zenobia sabe o motivo da confusão.
Alípio concordou com um leve aceno de cabeça:
— Entendo. O importante é que você não se machucou.
Sem saber o que responder, Ema voltou sua atenção para Zenobia.
Alguns minutos depois, o chá foi servido. Ema despejou um pouco em outro copo para testar a temperatura, para então erguer levemente o tronco de Zenobia e ajudá-la a beber.
Logo em seguida, ela olhou para Alípio:
— Já é tarde. É melhor você voltar e descansar um pouco.
Alípio deu um sorriso suave:
— Quando você for descansar, eu vou.
Enquanto os dois conversavam em voz baixa, um choro infantil repentino veio do andar de cima, quebrando instantaneamente a tranquilidade da casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos