— Gerente... — a vendedora entrou em pânico, seu rosto perdendo toda a cor. Ela protestou, sentindo-se injustiçada:
— Mas por quê? Eu não fiz nada de errado!
A gerente lançou-lhe um olhar fulminante, carregado de repulsa e decepção.
— E ainda diz que não fez nada de errado? Olha a atitude que você teve agora há pouco, desrespeitando as clientes e mentindo para favorecer um dos lados. O que o shopping do Grupo Salazar mais preza é a experiência e a satisfação do consumidor. O seu comportamento manchou gravemente a nossa imagem.
— Mas... mas quem veio até aqui foi o próprio Sr. Salazar! Eu não podia simplesmente desfeiteá-lo — retrucou a vendedora, revoltada.
A gerente rebateu com severidade:
— E antes dele chegar? Qual foi a sua postura?
Após dizer isso, a gerente abriu um sorriso prestativo para Ema e seu grupo, e se retirou em seguida.
A vendedora ficou paralisada, com as lágrimas marejando nos olhos. Os curiosos ao redor, que a princípio estavam surpresos com o tratamento que a gerente dera a Ema e suas amigas, logo começaram a criticar a funcionária. Vendo que estava sendo julgada, ela saiu correndo e chorando.
Zenobia assistia a tudo sem entender nada. Estava prestes a interrogar Ema quando o segurança retornou, fez uma reverência profunda para Ema e disse, com extremo respeito:
— Sinto muito pelos transtornos que a senhora enfrentou. Com licença, preciso voltar ao trabalho.
Zenobia acompanhou com os olhos a partida do segurança e, em seguida, virou-se para a amiga, questionando ansiosamente:
— Ema, o que diabos está acontecendo?
Ema deu um sorriso tranquilo:
— Vamos terminar as compras primeiro. Quando acabarmos, encontramos um lugar para tomar alguma coisa e eu conto tudo para vocês.
Zenobia e Hortensia trocaram um olhar e concordaram com a cabeça.
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