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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 88

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Ema arrastou seu corpo exausto de volta para a casa de Zenobia, sentindo um desconforto indescritível.

Ela parou silenciosamente diante do espelho, encarando sua aparência lamentável, e as lágrimas finalmente romperam a barreira, escorrendo livremente pelo rosto.

Enquanto chorava, o som de seu pranto tornou-se incontrolavelmente alto e estridente, um som triste que parecia querer esgotar todas as suas mágoas.

Felizmente Zenobia não estava em casa, caso contrário, ela não poderia chorar tão alto.

Mas ela também não ousava chorar por muito tempo, com medo de afetar os bebês em sua barriga.

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Do outro lado, quando Alípio se afastou daquela árvore com passos pesados, sua figura imponente parecia solitária e desolada.

Ele olhou de relance para a caixa de lixo ao lado da árvore; tinha um monte de bitucas de cigarro, tantas que não se via o fundo da caixa.

As palavras de Ema ecoavam na cabeça dele, sem parar, impossíveis de afastar.

Pela primeira vez, ele sentiu a dor de ter o coração perfurado, uma dor maior do que quando descobriu as várias anomalias de Ema.

Quando Marcos chegou com o carro para buscá-lo, ele ordenou diretamente que fossem para o Solar do Vale.

Vendo seu estado desolado e ouvindo sua voz rouca, Marcos não conseguia adivinhar e nem ousava perguntar o que havia acontecido.

Marcos apenas relatou cautelosamente:

— Sr. Salazar, a Sra. Ferreira já foi acomodada. Conforme suas instruções, dei a ela uma quantia em dinheiro, que deve ser suficiente para a família Pacheco por um tempo. A curto prazo, eles não devem procurar problemas para a Sra. Salazar...

Marcos propositalmente chamou Ema de "Sra. Salazar" novamente.

Enquanto falava, ele observava o rosto de Alípio pelo retrovisor. A expressão estava cada vez mais sombria, mas não houve nenhuma outra reação ao que ele disse.

Marcos calou-se lentamente e não ousou abrir a boca durante todo o trajeto.

Quando o carro chegou ao Solar do Vale, Alípio desceu rapidamente, com passos urgentes, como se algo extremamente importante estivesse pendente.

— Isabel! Isabel...

Ao chegar ao saguão principal, Alípio olhou ao redor enquanto gritava, sua voz ansiosa ecoando por toda a mansão.

Marcos, que estava ao lado, observou a expressão de Alípio, aproximou-se devagar e, após hesitar um pouco, disse em voz baixa:

— Sr. Salazar, se tem algo urgente para tratar com a Isabel, quer que eu ligue para ela agora?

Alípio levantou a cabeça. As veias de sua testa pulsavam de impaciência. Ele moveu os lábios, mas acabou balançando a cabeça e dizendo:

— Não precisa.

Ele sabia muito bem que, para aquele tipo de assunto, precisava perguntar pessoalmente a Isabel. Perguntar com clareza, com detalhes!

— Descubra o endereço da Isabel! — ordenou Alípio com seriedade.

— Sim, Sr. Salazar!

Marcos respondeu imediatamente, virou-se e correu para encontrar o mordomo.

O mordomo o levou ao depósito e pegou um caderno para Marcos fotografar, murmurando baixinho:

— O Sr. Salazar vai até onde a Isabel está? A casa da Isabel fica nas montanhas, o carro não chega até lá. Ouvi dizer que é preciso subir trilhas a pé. Isso...

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