Os lábios de Valentina tremiam levemente, e ela cerrou os punhos com força, lutando para controlar as próprias emoções.
Finalmente, seu olhar se desviou lentamente do rosto de Henrique para encontrar Hugo, que estava um pouco mais distante.
Hugo, percebendo o que estava acontecendo e vendo o olhar de socorro da namorada, sentiu uma certa impaciência.
Ele hesitou por um segundo, mas depois caminhou na direção delas.
Com uma expressão que misturava constrangimento e culpa, ele olhou para Ema, Zenobia e Henrique, dizendo:
— Peço desculpas, Sra. Duarte. Minha namorada ainda está no último ano da faculdade, é imatura. Por favor, não levem a sério as coisas que ela diz.
Ema se aproximou de Zenobia e sussurrou:
— O palco agora é seu. Se quiser dar uma lição nela, tem todo o meu apoio.
Zenobia arqueou uma sobrancelha e virou-se para Valentina:
— Você está no último ano da faculdade? Então já é maior de idade. Chamar o Sr. Lourenço agora é o quê? Uma tentativa de dar o calote na nossa aposta?
— Que aposta? — perguntou Hugo, confuso.
Zenobia apontou com o queixo:
— Pergunte à sua namoradinha preciosa.
Hugo virou-se para Valentina com um olhar interrogativo. Valentina mordeu o lábio, com o olhar desviando nervosamente, e gaguejou, relutante em responder. Hugo franziu a testa, endurecendo o tom de voz:
— O que exatamente aconteceu? Me explique isso direito.
Vendo que não tinha escapatória, Valentina contou toda a história, sem omitir detalhes.
Ao terminar de ouvir, o rosto de Hugo ficou tenso. Ele se virou para Zenobia e Ema e disse:
— Sinto muito mesmo. Ela foi mimada e agiu por impulso. Peço desculpas em nome dela.
Zenobia, no entanto, não estava disposta a deixar a situação passar em branco. Ela cruzou os braços e ergueu ligeiramente o queixo:

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