Ema olhou para eles e sentiu uma pontada no coração; em poucos dias sem se verem, os dois pareciam ter envelhecido muito.
No passado, ela nutriu um carinho por Fidel e Filipa, sempre os achando pessoas amáveis e gentis.
Mas agora, apenas por causa de Amanda, eles se encontravam numa situação tão humilhante.
Vendo que Ema se mantinha calada, os olhos de Filipa se encheram de lágrimas, e sua voz tremeu:
— Ema, nós já perdemos uma filha. E essa nossa filha biológica mal voltou para os nossos braços e já se meteu num desastre desses. Nós simplesmente não suportamos mais. A Amanda é a nossa única esperança agora. Se você não a perdoar, isso vai acabar matando nós dois.
Ema também sentiu um aperto no peito. Ela podia entender o sofrimento de Fidel e Filipa, mas, desta vez... não abriria mão de seus princípios por compaixão.
Sua paciência apenas resultou em planos cada vez mais cruéis contra ela. Quando foi que Amanda teve qualquer consideração por seus sentimentos?
Além disso, Amanda foi capaz de usar a avó que sempre a cobriu de amor, o que evidenciava o quão maliciosa ela era.
Ema suspirou pesadamente e respondeu em um tom calmo:
— Como diz o ditado, a lei é para todos. Senhor, senhora, o que a Amanda fez não foi um ato criminoso, não uma travessura. Sinto muito, mas não posso ajudá-los nisso.
Depois de dizer isso, Ema se levantou, assentiu levemente com a cabeça e começou a caminhar em direção à porta.

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