Ela recuperou a compostura e, pelo bem das crianças, decidiu responder:
— Tudo bem. Eu fico aguardando por eles à noite.
Assim que Ema enviou a mensagem, Alípio respondeu de volta:
— Vá dormir, eu estarei lá vigiando.
Ema não enviou mais nada. O silêncio ao seu redor fez com que seus pensamentos voltassem inevitavelmente aos eventos de ontem, deixando o seu coração cada vez mais inquieto.
Naquele instante, Hortensia Queiroz bateu suavemente na porta e entrou a passos rápidos, aproximando-se de Ema para sussurrar:
— Ema, O Sr. Fidel e a esposa estão aqui. Eu imagino que tenham vindo pedir piedade pela Amanda. Eu avisei que você não estava, mas ele se recusou a ir embora e está sentado lá na recepção. O que faremos?
Ema franziu o cenho. Na verdade, ela já esperava a chegada de Fidel e Filipa.
No entanto, o que realmente a surpreendeu foi não ver ninguém da família Amorim aparecendo para interceder.
Pela afeição profunda que eles sempre demonstravam por Amanda no dia a dia, a lógica seria que aparecessem um atrás do outro.
Mas não havia sinal deles. Pelo visto, aquele suposto afeto do passado não passava de uma ilusão.
Ema respirou fundo e disse, mantendo a expressão serena:
— Então deixe-o esperando. Eu jamais perdoaria a Amanda. Mas o Sr. Fidel sempre me tratou com respeito, e eu não quero criar uma cena desagradável na frente dele.
Hortensia assentiu com a cabeça:
— Certo, Ema. Ah, quando as crianças saírem da escola, posso ir buscar junto com você? Desde que as filmagens do fim de semana terminaram, faz um tempão que não os vejo. Estou morrendo de saudades.
Ema abriu um sorriso doce:

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