Alípio soltou um riso frio:
— Maneiras melhores? Então me diga, qual seria a maneira melhor? Fazer a Ema continuar aguentando as suspeitas e as acusações dos seus parentes? Além do mais, depois que tudo acontece, quem é que sabe o que realmente se passa na cabeça de vocês?
Os olhos de Alípio estavam cheios de raiva; ele não permitia que ninguém destratasse Ema.
Ema observou os dois homens se encarando, sem saber o que dizer.
Alípio olhou para Ema, com os olhos transbordando de preocupação:
— Ema, seu irmão se expressou mal agora, não carregue nenhum peso por causa disso. Se fosse eu, faria a Amanda passar por uma vergonha ainda maior.
Ema franziu levemente a testa, sem saber ao certo como se sentia. Será que era essa a sensação de ter alguém para te apoiar e te defender?
Givaldo abaixou a cabeça, ficando em silêncio por um momento. Depois levantou o rosto e olhou para Ema e Alípio:
— Ema, eu sei que o que eu disse agora foi insensível. Falei no calor da emoção e não considerei os seus sentimentos. Por favor, não fique chateada comigo. — A voz de Givaldo carregava muita sinceridade.
Alípio olhou para Givaldo e não disse nada. Contanto que ele parasse de culpar Ema, Alípio estava disposto a dar-lhe um desconto.
Ema hesitou e disse:
— Givaldo, está tudo bem. Eu te entendo, mas peço que também compreenda a minha maneira de agir.
Givaldo assentiu:
— Toda essa confusão a manhã inteira deve ter te deixado exausta. A casa ainda está cheia de parentes, aposto que você não vai querer ficar para o almoço. Vá descansar, amanhã eu passo para te ver.
Alípio nem se despediu de Givaldo, apenas puxou Ema e foi embora:
— Venha comer comigo. Vou mandar alguém vir buscar o seu carro depois.

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