Ema não respondeu diretamente, limitando-se a dizer:
— Espero que tudo o que você me disse seja verdade.
— Ema, eu não menti em momento algum — disse Alípio. — Já que me fez tantas perguntas, pode me dizer o que está acontecendo?
Ema foi direta em sua resposta:
— Suspeito que a boneca macabra foi obra da Helena. E mais do que isso, desconfio que ela tenha outros planos para me atacar.
Do outro lado da linha, Alípio ficou em silêncio por um bom tempo antes de falar:
— Antigamente, eu talvez duvidasse de que ela pudesse cruzar certas linhas, mas, depois do que ela fez para incriminar você, eu vi quem ela realmente é. Se a sua suspeita estiver correta, você e as crianças estão em grande perigo. Me conte tudo o que sabe, não me esconda nada.
Ema hesitou por um instante, mas acabou relatando todas as suas desconfianças sobre a boneca, a visita de Helena a Catarina e as revelações que Fátima acabara de fazer.
Depois de ouvir tudo, Alípio perguntou:
— O seu irmão colocou um guarda-costas para acompanhar você, certo?
Ema confirmou com um som afirmativo. No entanto, ela não estava muito disposta a continuar usando os seguranças de Givaldo; em alguns dias, planejava contratar os seus próprios.
Alípio prosseguiu:
— Deixe a segurança das crianças comigo, e tome muito cuidado. Se os guarda-costas não forem suficientes, me avise a qualquer momento. Quanto à Helena, vou localizá-la o mais rápido possível.
— Obrigada — Ema respondeu de forma contida antes de desligar a chamada.
Ema lembrou-se do passado, quando Helena se gabara de que já havia dormido com Alípio, enquanto ele sempre havia negado tal fato.
As palavras de Fátima ecoavam em sua mente: Helena sempre alardeava como Alípio era incrivelmente bom para ela, mas as ações e respostas de Alípio apontavam para uma direção completamente diferente.

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