Ema, ao pensar naquilo, sentiu um aperto no peito. Ela se levantou lentamente e disse:
— Mãe, Amanda, descansem um pouco e depois voltem para casa. Eu vou até a porta da UTI para ver como a vovó está.
As duas concordaram com a cabeça. Ema deixou suas coisas ali e saiu da área de espera da UTI.
Assim que chegou em frente à porta de vidro da UTI, seu celular tocou. Era Alípio.
Ema atendeu a chamada e a voz sedutora de Alípio soou do outro lado:
— O trabalho está corrido? Onde você está?
Ema olhou através do vidro para Antonela, que estava em um sono profundo, e respondeu:
— Estou no hospital, vim ver a vovó.
— Entendi. Escolhi uma data. Daqui a três dias, mandarei algumas pessoas para ajudar vocês a se mudarem para o Bosque dos Ipês, o que acha?
Ema respondeu de forma simples:
— Pode ser.
Alípio fez uma pausa e perguntou:
— Você encontrou a minha mãe hoje?
Ema franziu o cenho. Teria Glória contado a ele? Ou talvez aquela Natália?
Ema pigarreou antes de falar:
— Nos esbarramos no restaurante hoje, na hora do almoço.
Alípio perguntou apressadamente:
— Ela dificultou as coisas para você? Ou disse alguma grosseria?
Ema não entendeu o motivo daquela pergunta. Ela hesitou por um momento e respondeu com calma:
— Não. Eu nem a cumprimentei, então não trocamos nenhuma palavra.
— Que bom — disse Alípio. — Ela ainda guarda muito rancor sobre o incidente do túnel. Se vocês se encontrarem de novo, me ligue. Tenho receio de que ela te ofenda.

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