Sentindo todo o carinho que Givaldo tinha por ela, o coração de Ema se aqueceu. Ela se acalmou e foi direto ao ponto:
— Amanhã, você poderia reunir lá em casa todo mundo que estava na festa de aniversário da vovó? Inclusive a Amanda. Eu tenho uma coisa muito importante para falar.
Givaldo recolheu a mão e avaliou Ema em silêncio. Ele conhecia bem a personalidade dela; se ela não disse o que era logo de cara, era porque não contaria de jeito nenhum.
Aquelas pessoas viviam sempre muito ocupadas. Juntar todos eles de uma hora para a outra não seria uma tarefa fácil.
Givaldo pensou um pouco e disse:
— Vou fazer o possível, está bem?
Ema respondeu com firmeza:
— Não, Givaldo. Têm que ser todos os que estavam na festa. Encontre um motivo forte o suficiente para trazer todo mundo.
Givaldo franziu a testa, mas acabou assentindo:
— Tudo bem, vou começar a fazer os convites hoje à noite. Pode ser na nossa casa, amanhã na hora do almoço?
Ema balançou a cabeça rapidamente, aliviada, e pegou as sacolas das mãos de Givaldo:
— Givaldo, os seus olhos estão todos vermelhos. Você não deve ter dormido nada essa noite. Vá para casa descansar, eu levo as coisas lá para dentro.
— Certo. Diga à nossa mãe e à Amanda para irem para casa. A vovó não vai acordar tão cedo. Eu mando alguns empregados virem ficar com ela.
— Tudo bem.
Após Givaldo ir embora, Ema ficou parada sozinha por mais alguns instantes antes de entrar na sala de espera da UTI.
Quando viu Ema entrando cheia de sacolas, Marisa disse com uma voz rouca:
— Ema, você chegou...
Ema colocou as coisas sobre uma cadeira e falou num tom amável:
— Mãe, a senhora parece exausta. Daqui a pouco eu levo a senhora para casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos