Ao pensar em Alípio à sua frente, ela se perguntou: por que esse homem impiedoso apareceu aqui de repente?
Ela levantou a cabeça lentamente, encontrando o olhar dele.
No entanto, sua expressão mudou do medo para a indiferença, e todo o seu corpo irradiava uma sensação gélida.
Alípio pretendia expressar preocupação, mas, ao ver a atitude dela, suas palavras mudaram bruscamente de direção:
— Você sabia que eu passaria por aqui e montou esse teatro para mim?
Uma voz fria e carregada de sarcasmo flutuou perto dos ouvidos de Ema, fazendo seu coração tremer.
Os dedos dela, agarrados à bainha da roupa, ficaram brancos pela força exercida.
De fato, ele não tinha a bondade de vir salvá-la ou resolver a situação!
Ele estava ali, onipresente, apenas querendo aproveitar a oportunidade para humilhá-la!
Ema respirou fundo, tentando acalmar as emoções internas.
Ela encarou o olhar dele fixamente, com uma expressão de escárnio surgindo em seu rosto.
— Como você sabe que estamos atuando?
O tom de Ema imitava o sarcasmo dele.
Após dizer isso, ela apontou para a multidão ao redor e continuou com um tom de zombaria:
— Com o seu status e a forma como empurrou Catarina agora há pouco, o que a mídia dirá sobre você amanhã? Mal posso esperar para ver.
Assim que a voz de Ema cessou, Marcos surgiu caminhando rapidamente de longe.
Com movimentos ágeis e decisivos, ele impediu um a um aqueles que tiravam fotos e gravavam vídeos.
Rapidamente, todos pararam o que estavam fazendo.
Era preciso admitir, a perspicácia e a capacidade daquele assistente eram impecáveis.
Quando Ema voltou a si, deparou-se com aquele rosto arrogante e imperturbável.
Sua voz triste empurrou Alípio diretamente para o papel de um homem sem coração e sem consciência.
O olhar de Ema alternava entre Catarina e Alípio.
Vendo aquela cena e observando a multidão ao redor, ela teve vontade de sumir dali.
Aproveitando o emaranhado causado por Catarina, Ema soltou-se com força da mão grande de Alípio.
Seu olhar era frio e decidido, e sua voz soou ainda mais severa:
— Alípio, pare de me incomodar. Mesmo que fosse um teatro, você poderia fingir que não viu! Cuide da sua própria vida!
Após dizer isso, Ema desviou o olhar rapidamente para Catarina.
Com um brilho afiado nos olhos, ela disse em tom cortante:
— E você, pare de me perseguir. Eu não tenho dinheiro para te dar, nunca terei! Se quiser passar vergonha aqui, fique à vontade!
......

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