— Osvaldo, eu conheço as regras para vendas de produtos caros como este: assim que sai do balcão, a loja não se responsabiliza. Quanto às câmeras de segurança, você sabe muito bem quem você subornou para apagar as imagens. Acha que eu não sei quem foi? Caso contrário, por que acha que eu perderia meu tempo aqui mesmo sabendo dessa regra de vocês?
Osvaldo estremeceu e seu coração começou a bater mais forte. Um lampejo de pânico passou por seus olhos, mas ele logo se recompôs, mantendo o tom pacífico:
— A senhorita está profundamente enganada a meu respeito. De onde eu tiraria tanto poder? Senhorita, caluniar os outros dessa forma é crime.
Ema deu um sorriso de canto de boca, endireitou-se lentamente, ergueu uma sobrancelha e disse:
— Ah? Então você também conhece a palavra "crime". Eu o aviso: só vim procurá-lo para lhe dar uma chance. Se vai aproveitá-la ou não, depende de você. Você tem cinco minutos.
Depois de dizer isso, Ema ficou em silêncio e sentou-se relaxadamente perto do balcão com Zenobia.
Nesse momento, alguns clientes se aproximaram para ver as joias de jade. Ema deu um sorriso leve e disse:
— As joias de jade desta loja são falsas. Olhem, estou aqui exigindo meus direitos.
Zenobia concordou na mesma hora:
— Uma peça de coleção de jade não é nada barata, tomem cuidado para não serem roubados.
Ao ouvirem isso, as pessoas franziram a testa, olharam para a peça rachada sobre o vidro e se afastaram, balançando a cabeça com desdém.
O rosto de Osvaldo ficou verde de raiva. Ele perdeu a postura amigável de antes e reclamou indignado:
— Vocês! Se continuarem com isso, vou chamar os seguranças!
Ema manteve a compostura:

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