Zenobia ficou em silêncio por um longo tempo antes de responder:
— Você viu quando colocaram o jade dentro da caixa?
— Sim, eu vi o gerente colocando. Depois, Amanda me mostrou o celular dela, a gente trocou algumas palavras e, quando percebi, a caixa já estava embrulhada.
Então, Zenobia perguntou, desconfiada:
— Depois que você pegou a sacola com a embalagem, soltou ela em algum momento? Não foi Amanda que trocou a caixa, foi?
Ema franziu levemente a testa:
— Eu não soltei a sacola. Fui embora direto.
Zenobia respondeu:
— Entendi. Faz o seguinte: espera aí até terminar o atendimento da sua avó. Amanhã de manhã eu vou com você procurar esse gerente na loja. Se ele estiver metido em algum esquema, não vai conseguir disfarçar. Ah, vou acionar alguns contatos para ver se consigo as imagens das câmeras de segurança do shopping.
— Certo. Depois a gente se fala.
Ema desligou o telefone e, ao se virar, tomou um susto.
Alípio estava parado atrás dela, com uma expressão preocupada. Ema hesitou por um momento e, antes que pudesse abrir a boca, ele perguntou:
— Me conta tudo o que aconteceu, do começo ao fim.
Ema esfregou o celular entre os dedos, fez uma pausa e disse:
— Ainda não sei exatamente qual é o problema. Não quero te incomodar com isso.
— Ema. — O rosto de Alípio ficou ligeiramente sério. — Você não disse que seríamos amigos? Eu concordei, não foi? Então é só a ajuda de um amigo. Pode falar.
Dizendo isso, Alípio lançou um olhar para Givaldo e os outros, ao longe.
— Se você não quiser me contar, eu vou lá perguntar a eles.
Ema se acalmou um pouco e relatou tudo o que sabia, desde a compra do jade até aquele momento.
Alípio franziu a testa e depois assentiu:

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