Alípio aguardava à porta com uma expressão grave e tom firme:
— Eu vou com você. Vamos ver o que aconteceu.
— Não precisa, de verdade. Fica aqui com as crianças, eu vou na frente.
Dizendo isso, Ema foi até o hall de entrada, trocou de sapatos e saiu apressada.
Assim que chegou à porta da emergência do hospital, viu de longe Marisa chorando descontroladamente, com Givaldo e Emerson sentados ao lado.
Ema caminhou a passos largos, abaixou-se diante de Marisa e chamou em voz baixa:
— Pai... mãe...
Marisa olhou para Ema com os olhos marejados e a voz pesada:
— Ema... o que vamos fazer agora...?
Emerson franziu a testa; seu olhar carregava um misto de insatisfação e impotência. Suspirou profundamente e disse:
— Era para ser uma festa de aniversário feliz, e agora Antonela foi parar no hospital. Isso é...
Embora eles não tivessem dito uma única palavra culpando-a diretamente, Ema captou com precisão a acusação sutil escondida por trás daquelas palavras.
Não era uma crítica aberta, mas ainda assim lhe deu um arrepio na espinha.
Ela mordeu o lábio inferior e disse com a voz embargada:
— Pai, mãe, eu também não imaginava que isso fosse acontecer. Mas a peça de jade que eu comprei estava em perfeitas condições, tenho absoluta certeza. De jeito nenhum eu daria algo rachado de presente para a vovó.
Givaldo deu um tapinha no ombro de Ema para confortá-la:
— Ema, agora não é hora de procurar culpados. Vamos primeiro esperar a vovó sair de perigo.
Marisa enxugou as lágrimas, com a voz carregando um leve tom de queixa:
— Ai, Ema... aquele anjo protetor de jade que você deu tinha o significado de saúde e vida longa, mas... mas ele estava literalmente rachado bem no pescoço. Quando Antonela viu a rachadura, perdeu a cor na mesma hora.

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