Ema assentiu de leve, sem dizer mais nada.
Alípio parecia já estar acostumado com a atitude dela e se virou para continuar mexendo a panela com destreza.
Pouco depois, uma mesa cheia de pratos apetitosos, coloridos e perfumados, foi servida.
Ao redor da mesa, Alípio, Ema e as três crianças se sentaram juntos, e uma atmosfera acolhedora tomou conta de todo o ambiente.
As duas senhoras olharam para a família reunida e ficaram genuinamente felizes por eles; preferiram comer na cozinha e não quiseram se sentar à mesa, e Ema não insistiu.
O olhar de Alípio recaía de vez em quando sobre Ema e as crianças, transbordando ternura e cuidado.
Ema estava sentada de frente para ele, e seus olhos passeavam pelos filhos; ao vê-los felizes, um leve sorriso também despontou em seu rosto.
As crianças estavam animadas em seus lugares, encarando os pratos fartos com impaciência.
Os olhos de Kleber Pacheco brilharam ao ver a travessa de carne de panela suculenta, e os cantos de sua boca se ergueram num sorriso inevitável.
Dário Pacheco estava sentado direitinho, segurando os talheres, mas de vez em quando lançava olhares furtivos para Alípio, com um misto de timidez e alegria.
Érica, por sua vez, não conseguia ficar parada e balançava o corpinho enquanto resmungava:
— Eu quero aquela coxa de frango gigante!
Alípio atendeu aos pedidos de cada um, colocando a comida em seus respectivos pratos.
As crianças responderam alegremente em coro:
— Obrigado, papai!
Em seguida, Alípio pegou primeiro um pedaço de carne, colocou-o delicadamente no prato de Ema e disse em voz suave:
— Prova um pouco. Eu fiz especialmente para você. Desmancha na boca, é suculenta sem ser pesada, exatamente do jeito que você gosta.
Ema assentiu de leve e sussurrou:
— Obrigada.
A família começou a comer, e a sala de jantar foi preenchida pelo som dos talheres e das conversas em tom baixo.

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