Era Amara, funcionária da família Amorim.
Ema respondeu com educação:
— Muito obrigada pelo trabalho, Amara.
Logo depois, Ema perguntou:
— Por que a minha mãe e o meu irmão não vieram?
Amara colocou a lancheira sobre a mesa de centro, evitando olhar diretamente para Ema, e respondeu em voz baixa:
— Eles disseram que tinham alguns assuntos para resolver e que viriam mais tarde. Com medo de que a senhora ficasse com fome, pediram que eu trouxesse o café.
Ema olhou para a lancheira, franziu a testa e perguntou:
— Que assuntos?
Amara abaixou a cabeça, esfregando as mãos uma na outra com nervosismo:
— Eu... eu não sei direito.
Ema ergueu os olhos, percebeu o desconforto de Amara, mas não pensou muito a respeito. Então disse gentilmente:
— Amara, você já tomou café? Senta e come comigo.
Amara acenou apressadamente com as mãos:
— Já comi, já comi sim.
No entanto, os pequenos gestos nervosos de Amara não passaram despercebidos por Alípio. Ele a observou com os olhos semicerrados, mas permaneceu em silêncio.
Depois de mais algumas palavras de cortesia, Amara saiu do quarto.
Alípio se levantou e disse:
— Vai comendo. Vou voltar ao meu quarto para pegar o celular.
Sem esperar a resposta de Ema, Alípio saiu em passos largos em direção à porta.
Ao alcançar Amara no corredor, ele bloqueou seu caminho e disse com firmeza:
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