À noite.
Enquanto dormia, Ema teve uma sequência repentina de espirros e começou a sentir uma coceira intensa em várias partes do corpo.
Ela levou a mão ao peito, se ergueu um pouco e procurou a campainha ao lado da cama.
Uma enfermeira entrou correndo. Assim que acendeu a luz principal e viu Ema, cobriu a boca, assustada.
Ao notar a expressão dela, Ema perguntou entre espirros incontroláveis:
— O que... o que foi?
A enfermeira respondeu, nervosa:
— O que... o que você comeu no jantar? Olha os seus braços!
Só então Ema olhou instintivamente para os braços. Estavam cobertos de erupções vermelhas. Ela sentia coceira no pescoço, no peito e nas costas e, quase por reflexo, começou a tentar se coçar.
A enfermeira a impediu imediatamente:
— Não, não coça! Aguenta firme, vou chamar o médico!
Em instantes, o médico entrou às pressas e, logo atrás dele, estava Alípio.
Com a expressão carregada, ele pressionou o médico a examiná-la rápido e foi para o outro lado da cama tentar acalmá-la:
— Está tudo bem, não precisa ter medo. Vamos deixar o médico ver o que aconteceu.
Ema continuava espirrando sem parar, com o nariz escorrendo, e a coceira só piorava.
Depois de um breve exame, o médico franziu a testa e explicou:
— É uma reação alérgica. Vou prescrever a medicação. Lembre-se: não arranhe a pele. Você pode pressionar de leve, dar batidinhas suaves ou usar uma toalha fria. Assim que a medicação fizer efeito, a coceira deve passar.
O médico anotou alguns medicamentos num papel e os entregou à enfermeira, junto com a ficha clínica de Ema:
— Vá. Precisa ser rápido.
A enfermeira pegou o papel e saiu às pressas.
Só então o médico perguntou:
— O que você comeu hoje? Que produtos usou? Tem histórico de alergia?


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