Assim que Givaldo terminou de falar, o celular tocou. Era Alípio.
Ema hesitou por um segundo, mas atendeu:
— As crianças chegaram... Você... pode vir.
— Certo, chego já.
Ao desligar, Givaldo deu um leve sorriso e disse:
— Vou levar o pai e a mãe para dar uma volta lá embaixo. Fiquem um pouco sozinhos com as crianças.
Marisa se aproximou, segurou a mão de Ema e falou:
— Ema, eu não sei exatamente quais foram os ressentimentos entre vocês no passado. Mas, desta vez, ele arriscou a própria vida para te proteger. Isso mostra que o sentimento dele é verdadeiro. Talvez você pudesse tentar dar uma nova chance.
Antes que Ema pudesse responder, eles saíram rapidamente do quarto.
Mal tinham saído, Alípio empurrou a porta e entrou.
As crianças correram imediatamente para ele. Alípio se abaixou e as abraçou com força, beijando uma por uma.
— Papai, você emagreceu.
— Papai, eu senti tanto, tanto a sua falta.
— Papai, eu sonhei com você.
— Papai, seu braço deve estar doendo muito, né?
Os pequenos falavam todos ao mesmo tempo, nos braços de Alípio, chorando e tagarelando sem parar.
Sentada na cama, Ema assistia à cena com os olhos úmidos e também percebeu o brilho de lágrimas nos olhos dele.
O homem alto e robusto parecia ter perdido muito peso. Embora já tivesse tomado banho e trocado de roupa, o rosto ainda estava pálido e abatido.


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