Diogo suspirou:
— Esse teimoso ainda não acordou... Ai, meu Deus, que provação vocês dois passaram.
Enquanto falava, Diogo segurou a mão de Ema, com a voz embargada:
— Minha filha, o importante é que você voltou viva. O vovô ficou morrendo de medo de nunca mais te ver.
Essas palavras fizeram Ema chorar ainda mais.
Diogo se apressou em consolá-la:
— Olha eu falando uma coisa dessas! Minha filha, para de chorar. Você acabou de acordar. Se o seu estado piorar por causa disso, este velho aqui nunca vai se perdoar.
— Eu não vou chorar, vovô, não vou mais chorar — Ema ainda estava muito fraca, mas, ao ver a aflição de Diogo, fez o máximo para conter as emoções.
Quando os dois se acalmaram um pouco, Diogo falou num tom profundo e sincero:
— Ema, pense com carinho e volte para nós. Por mais erros que ele tenha cometido, nunca foi por maldade. Olha o que aconteceu desta vez: ele nem ligou para a própria vida, preferiu se ferir para te manter viva. Nesta vida, quantas pessoas você acha que encontraria dispostas a arriscar a própria vida por você?
Ao ouvir isso, Ema sentiu que havia algo errado. O que ele queria dizer com “se ferir para te manter viva”?
Enquanto Ema ainda tentava entender, Diogo continuou:
— O vovô sabe que você sofreu uma injustiça enorme. Se você voltar, eu vou te compensar em dobro, as crianças vão ter a família completa de novo, e aquele teimoso com certeza vai te tratar como uma rainha. Ema, escuta o vovô, você não vai se arrepender.
Ema hesitou por um instante, olhou para Diogo e perguntou, sem entender:
— Vovô, o que o senhor quis dizer com ele ter se ferido para me manter viva?

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