O cheiro de poeira e suor impregnava o ar, e o zumbido incessante dos equipamentos de resgate ecoava por todos os lados.
Os detectores de sinais vitais funcionavam sem parar. Os operadores, tensos e com os olhos grudados nas telas, acompanhavam tudo sem deixar escapar nenhum possível vestígio de vida.
— Aqui! Acho que teve algum movimento! — gritou alguém, tomado pela emoção.
Na mesma hora, todos viraram na direção indicada, com o coração disparado.
No entanto, depois de removerem com muito esforço a pilha de obstáculos, encontraram apenas uma rocha solta.
A decepção passou pelos olhos de todos, mas logo foi substituída pela determinação.
Depois que as pedras e a terra acumuladas sobre a entrada do túnel foram removidas para evitar novos deslizamentos, as escavações continuaram pelas duas extremidades.
O capitão também ordenou que abrissem passagem escavando de cima para baixo.
Enfim, força braçal, maquinário e qualquer outra ideia possível já tinham sido colocados em prática.
Havia cinco dias que ninguém ali sabia o que era dormir bem ou fazer uma refeição quente.
Givaldo e Marcos, que estavam no local havia dias, também estavam abatidos e com a barba por fazer.
Depois de tantos dias sem banho, trocando apenas de roupa, os dois já cheiravam fortemente a suor.
Justo quando Marcos tentava convencer Givaldo a procurar um hotel em alguma cidade próxima para tomar banho e descansar um pouco, dois carros apareceram no cruzamento ao longe.
Givaldo e Marcos congelaram.
Givaldo reconheceu o carro da própria família, enquanto Marcos identificou o veículo da família Salazar.
Ambos soltaram um longo suspiro e trocaram olhares. Givaldo perguntou:
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