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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 713

Alípio beijou a testa dela algumas vezes e falou em voz baixa:

— Não chora. Deixa eu ver suas pernas.

Enquanto dizia isso, apertou de leve as coxas dela com as mãos grandes:

— Dói? Aqui? E aqui?

Ao ver Ema balançar a cabeça, negando, ele finalmente soltou um suspiro de alívio.

O terror absoluto que dominava Ema também começou a diminuir um pouco, e foi então que ela se lembrou de que o braço dele tinha sido ferido pela pedra.

Ema se ajeitou no banco, enxugou as lágrimas e pediu:

— Tira a camisa. Quero ver esse machucado.

Alípio franziu a testa, como se tivesse se lembrado de algo de repente, e perguntou às pressas:

— Tem comida ou água no banco de trás do seu carro?

Ela assentiu:

— Tem. Depois que saímos do mercado, deixei a sacola atrás.

Alípio olhou ao redor, avaliando a situação, e arrancou o encosto de cabeça do banco do passageiro da frente.

— O que você vai fazer? — Ema segurou o braço dele imediatamente.

Alípio respondeu em tom calmo:

— Não se preocupa. Eu volto rápido.

Assim que terminou de falar, abriu a porta num movimento brusco, colocou o encosto sobre a cabeça como escudo, deu passos largos e firmes, abriu a porta traseira do carro de Ema, pegou a sacola e voltou na mesma hora.

Não foi só Ema que suou frio de desespero. Ele mesmo precisou enfrentar o próprio medo para fazer aquilo.

Mas havia calculado a situação. Estava claro que o resgate não seria simples, e eles precisariam daqueles suprimentos para aguentar.

Alípio abriu a sacola: duas garrafas de água, uma caixa de doces, dois pães, além de lenços de papel, echarpes, máscaras e repelente.

Ema limpou o resto das lágrimas, tentando parar de chorar, e disse em voz baixa:

Capítulo 713 1

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