A mente de Ema não parava de elaborar planos, mas ela não conseguia chegar a nenhuma solução viável.
Nesse momento, Alípio apareceu na sala e colocou um copo de suco na mesa de centro, bem diante dela.
Ema lançou um olhar rápido para o suco e depois para ele, que ainda usava avental, como se estivesse encenando o papel de marido perfeito.
Mas Alípio não disse nada e voltou para a cozinha.
Uma hora depois, apareceu novamente na sala, já sem o avental.
— Ema, vem comer — chamou ele, com voz suave.
Ema não se mexeu e muito menos lhe deu atenção.
Alípio franziu a testa ao perceber que a mulher diante dele ainda estava tomada pela indignação.
Ele contornou a mesa de centro, pegou Ema no colo sem cerimônia e, ignorando os protestos dela, caminhou em direção à sala de jantar.
— Não quer andar porque quer que eu te carregue, é isso? — provocou ele com um sorriso.
Ema:
— ...
O combate físico dela não tinha sido óbvio o suficiente? Ou talvez a sua expressão não estivesse clara?
Irritada, Ema disparou:
— Você definitivamente tem algum problema mental!
Alípio sorriu de leve e, de repente, beijou o rosto dela:
— Sim, tenho. O problema de querer ficar grudado em você o tempo todo.
Ema:
— ...
Dito isso, eles chegaram à sala de jantar, e Alípio a colocou sentada numa das cadeiras.
Só então Ema notou a mesa cheia de cores: caranguejo-real no vapor, fatias finíssimas de presunto cru, foie gras, uma sofisticada salada de cogumelos nobres, além de alguns pratos caseiros e um caldo perfumado.
O olhar dela inevitavelmente mostrou surpresa. Chegou a suspeitar que houvesse um chef profissional escondido na cozinha, porque a apresentação dos pratos parecia a de um restaurante de alta gastronomia.
Alípio puxou a própria cadeira com gentileza e se sentou.


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