Em poucos minutos, a sala grande ficou vazia, restando apenas Ema, Zenóbia, Gonçalo e César.
As duas mulheres, Ema e Zenóbia, estavam largadas sobre a mesa, completamente vencidas pelo álcool.
Gonçalo observou a parte de trás da cabeça de Ema, suspirou fundo e murmurou:
— Que sorte a sua ter esbarrado comigo. Por que você nunca me deixa em paz?
Logo em seguida, lançou um olhar cortante para César e o repreendeu duramente:
— Um homem feito como você, que não bebeu uma gota, deixou duas mulheres beberem desse jeito absurdo. Que tipo de homem você é?
César, sem graça, explicou:
— Eu... eu sei lutar muay thai e dirijo bem. Por isso a Sra. Duarte me deu essa função. Ela tem medo de que seja perigoso uma mulher beber fora de casa, então me leva para todo lado como segurança. Meu trabalho é só garantir que ela chegue em casa em segurança quando passar dos limites.
Gonçalo resmungou enquanto tirava o celular do bolso:
— Você não parece exatamente o cara mais confiável do mundo. Está de olho na sua Sra. Duarte, por acaso?
César balançou as mãos apressadamente, negando:
— Não, de jeito nenhum! Eu jamais estaria à altura de uma mulher tão incrível quanto ela.
— Tsc...
Gonçalo lançou a ele um olhar de desdém, estalou a língua e falou ao telefone:
— E aí, Sr. Salazar, ainda quer sua esposa ou não?
Do outro lado da linha, Alípio, que acabara de sair do banho, ouviu o tom de deboche do amigo e foi direto ao ponto:
— Em que confusão você se meteu dessa vez?
— Eu? Estou no Cerulean Mar Concierge Hotel. Adivinha quem mais está aqui? — Gonçalo fez suspense, divertido.
A voz de Alípio soou fria:
— Hoje é a confraternização de vocês? Se já se divertiu bastante, vai para casa.


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