Ema lançou um olhar cortante para Arlete. Agora tudo fazia sentido: as postagens maldosas tinham sido obra de Dália, Alípio descobrira a verdade e estava se vingando.
Então, sendo Arlete a tia de Dália, o verdadeiro motivo da visita era implorar por ajuda?
Ema voltou a se sentar devagar, e Arlete logo emendou:
— A Dália cometeu esse erro terrível por ciúme. Ela já percebeu a gravidade do que fez. Ema, eu te imploro, como sua tia, será que você poderia falar com o Alípio para dar uma segunda chance a ela, desta vez?
Vendo que Ema continuava em silêncio, Arlete se apressou em dizer:
— No fim das contas, somos todos da mesma família. Isso... isso foi um fogo amigo. Ema...
Depois de dizer isso, Arlete voltou o olhar para Marisa e soluçou:
— Marisa, eu sei que a Dália errou feio com a Ema, mas você conhece um pouco a menina. A índole dela não é má. Todo mundo está sujeito a cometer erros. Marisa, por favor, me ajude a convencer a Ema. O Alípio só escuta a Ema agora, ele não dá ouvidos a mais ninguém. Se as agências e a imprensa boicotarem a Dália, a vida dela vai ficar arruinada para sempre!
Marisa respondeu em tom desconfortável:
— Cunhada, não é apropriado eu me meter nisso... Afinal, as verdadeiras vítimas foram a Ema e os filhos dela. Para ser sincera, se a Dália não fosse sua sobrinha, nem a família Amorim a perdoaria, muito menos o Alípio.
Dando leves tapinhas na mão de Arlete, Marisa completou:


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