— Mamãe, a gente nem tocou na comida ainda, estava esperando você. Vem logo!
Enquanto Ema hesitava, as outras duas crianças também correram até ela.
Os três se uniram para puxá-la até a mesa, e Ema não teve outra escolha a não ser jantar com eles.
Mas, durante toda a refeição, Ema se limitou a conversar com os filhos e ignorou Alípio por completo.
Depois do jantar, Ema se refugiou no escritório. Alípio brincou com as crianças, ajudou-as com a higiene e as colocou na cama. Só depois que os pequenos adormeceram é que saiu do quarto.
Ao passar pelo escritório, Alípio hesitou por um instante diante da porta antes de bater.
— Ema, a gente precisa conversar.
Dizendo isso, Alípio abriu a porta e entrou. A luz principal estava apagada, e o ambiente era iluminado apenas pelo brilho fraco do abajur sobre a escrivaninha. Ema estava sentada diante do computador, concentrada em alguma coisa.
Alípio se aproximou devagar.
— Ema...
Ema não respondeu, nem sequer olhou para ele.
Alípio puxou uma cadeira e se sentou à frente dela.
— Ema, vamos conversar. Continuar assim não vai fazer bem para a saúde emocional das crianças.
Ao ouvir isso, Ema parou de digitar por um instante e respondeu com frieza:
— Você devia estar conversando com a sua família, não comigo.
— Eu vou ter uma conversa séria com eles quando voltar, mas nós...

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