— Mentiroso! Desgraçado! — No caminho, Ema não conseguia parar de xingar em voz alta.
Levou quase uma hora até que ela chegasse à residência da família Salazar.
O portão principal da mansão estava fechado, e havia dois seguranças de cada lado.
Assim que Ema se aproximou, foi barrada.
Ela lançou um olhar gélido para eles.
— Vocês não sabem quem eu sou? Quem mandou me impedir de entrar?
Um dos seguranças respondeu com respeito:
— Desculpe, Sra. Pacheco. Estamos apenas cumprindo ordens.
— Ordens de quem? Levaram meus filhos! Abram esse portão!
Dizendo isso, Ema tentou avançar em direção à entrada, mas os quatro seguranças se alinharam à sua frente. Para onde ela ia, eles se moviam junto, bloqueando a passagem.
Quando Ema já estava prestes a explodir, ouviu-se o ronco de um motor. O carro parou, e Alípio saiu de dentro. Ele foi até o portão com expressão severa e disparou:
— Vocês perderam o juízo? Saiam da frente!
— Sr. Salazar, foi ordem da madame — respondeu o segurança, abaixando a cabeça.
O olhar cortante de Alípio varreu os quatro homens.
— Não me façam repetir.
Os seguranças trocaram olhares e se afastaram na mesma hora, abrindo passagem.
Ema soltou um sorriso irônico.
— Bela encenação. Por que você não vira ator?
Depois disso, empurrou o portão e entrou apressada, com Alípio logo atrás, o rosto carregado de tensão.


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