Zenobia fez Ema se sentar e foi pegar o celular.
Quando viu o nome de Glória piscando na tela, sentiu vagamente que Ema tinha razão. Como Ema estava emocionalmente abalada naquele momento, ela simplesmente atendeu:
— Alô?
Zenobia mal disse uma palavra, e uma voz estridente e altíssima ecoou do outro lado da linha:
— Ema, como você tem coragem?! Traga meus preciosos netos para eu ver imediatamente! Agora mesmo!
Zenobia reconheceu a voz. Não era aquela a mãe de Alípio?
— Senhora, acho que a senhora ligou para o número errado — disse Zenobia, com descaso.
— Hã? Errado? Foi esse o número que anotei naquele dia. — A voz do outro lado foi ficando cada vez mais distante, como se ela tivesse afastado o celular para conferir os dígitos.
Zenobia desligou na cara dela. Assim que encerrou a chamada, Ema se aproximou. Zenobia não escondeu nada e repetiu exatamente o que tinha acabado de ouvir, tentando logo em seguida tranquilizá-la:
— Não se preocupe, estou aqui com você. Além disso, agora você tem a família Amorim ao seu lado. Não tenha medo dela.
Mal terminou de falar, e o celular tocou novamente. Era Glória outra vez.
Zenobia olhou para a tela e sugeriu:
— Se não quiser atender, não precisa. Deixa tocar ou desliga o aparelho.
Ema realmente não atendeu, mas também não recusou a chamada. Colocou o celular no silencioso e deixou que Glória ligasse repetidas vezes.
As duas voltaram para o quarto, e Ema contou a Zenobia tudo o que Marcos havia dito.

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