Ao ver a mudança na expressão de Ema, Samuel apressou-se em dizer:
— Ema, eu sei que você não tem sentimentos românticos por mim. Deixando isso de lado, pensei nessa solução principalmente por causa das crianças. Eu as vi crescer, não quero vê-las chorarem nem ficarem tristes. No momento, essa é a melhor saída, não é?
Ema olhou para ele em silêncio. No fundo, ela sabia muito bem que dizer que ele estava fazendo isso apenas pelas crianças era forçar a barra.
Se fosse qualquer outra pessoa, Ema talvez aceitasse dever esse favor, mas com Samuel era diferente. Se ela aceitasse, seria o mesmo que concordar indiretamente em ficar com ele.
Depois de um momento de silêncio, Ema recusou calmamente:
— Samuel, eu agradeço de coração pela sua boa intenção, de verdade. Mas eu não posso aceitar. Eu tenho que resolver os meus próprios problemas. Além disso, você, Zenobia e meu irmão estão todos tentando me ajudar a encontrar uma solução. Você não me culpou por eu ter usado meu irmão como meu namorado para te enganar antes, eu já...
— Ema... — Samuel a interrompeu, tentando dizer mais alguma coisa.
Mas Ema o cortou rapidamente:
— Samuel, a decisão está tomada. Eu realmente não posso aceitar que você faça isso. Vai haver outra maneira de resolver essa situação.
Samuel olhou para Ema, e seus olhos começaram a ficar vermelhos. Ele se levantou lentamente e disse com voz melancólica:
— Ema, você se importa tanto com isso não porque tem medo de me dever algo, mas porque... você ainda pensa nele, não é?
Ema balançou a cabeça:
— Samuel, você está imaginando coisas.
— Eu não estou imaginando coisas. Quem está de fora enxerga melhor. Eu vejo isso mais claramente do que você. — Dito isso, Samuel deixou a varanda. O olhar de Ema acompanhou seus passos. Ela o viu se despedir de seus pais e de Zenobia, e então caminhar em direção ao hall de entrada.
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