Ao ouvir Zenobia falar assim, Ema também achou a situação estranha, então a seguiu para fora. As duas chamaram Givaldo para um canto e compartilharam suas suspeitas.
Depois de ouvir, Givaldo concordou que fazia sentido.
Ele avisou aos outros e partiu imediatamente para a delegacia.
Ema olhou para a enorme sala de estar. Emerson e Marisa estavam fazendo companhia às crianças, enquanto Samuel estava sentado em um canto, com uma expressão pesada.
Assim que Ema ia desviar o olhar, Samuel olhou para ela, levantou-se e caminhou rapidamente em sua direção:
— Zenobia, vá fazer companhia a eles. Eu preciso falar algumas coisas com a Ema.
— Tudo bem. — Zenobia concordou e foi até as crianças.
Ema falou lentamente:
— Vamos... vamos conversar na varanda.
Ema levou duas xícaras de café para a varanda, colocou-as na mesa redonda e pediu que Samuel se sentasse.
— Samuel, eu estou bem. Quando descobrirmos a verdade, tudo vai se resolver.
Samuel olhou para Ema, sentada à sua frente, com um olhar cansado. Ele percebia que Ema não tinha dormido a noite toda; caso contrário, não estaria tão abatida e com os olhos tão vermelhos.
Samuel ficou em silêncio por um momento, estendeu a mão por cima da mesa e segurou a mão de Ema.
Ema se assustou com o movimento repentino e tentou puxar a mão de volta, mas Samuel a segurou com firmeza.
Ele disse com a voz rouca:
— Ema... me escuta primeiro.
— Samuel, me solta primeiro. Se eles virem isso, eu não vou ter como explicar.
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