A penteadeira também estava uma bagunça, e as cortinas estavam rasgadas. Havia várias malas no chão, algumas abertas e ainda vazias.
Ao ver aquela cena, Givaldo sentiu uma pontada de tristeza. Ele conseguia imaginar Amanda sem conseguir aceitar a realidade e descontando toda a frustração no quarto.
Observando com mais atenção, percebeu que, com exceção de um grande urso de pelúcia sobre a cama, que estava intacto, alguns menores haviam sido cortados e largados de qualquer jeito sobre o sofá.
Alguns daqueles bichos de pelúcia tinham sido comprados por ele mesmo; outros, ele tinha conseguido nas máquinas de pegar ursinhos quando a levava para brincar.
Tinham sido presentes dados quando Amanda ainda estava na fase de adorar esse tipo de brinquedo. Mesmo já adulta, ela sempre os guardou com carinho.
Givaldo examinou o material de cada pelúcia, comparando-o com o da boneca que havia vindo na caixa.
No entanto, como alguns tinham saído de máquinas de fliperama e eram de qualidade muito baixa, ele não conseguiu chegar a nenhuma conclusão.
Ficou no quarto por um tempo antes de voltar para o seu.
Tirou a boneca da caixa, removeu o bilhete e a colocou de volta.
Foi exatamente nesse momento que ouviu um barulho do lado de fora, como se a porta do quarto de Amanda tivesse acabado de ser aberta.
Givaldo saiu do quarto com a caixa nas mãos e foi direto bater à porta dela.
Logo a porta se abriu. Amanda, com os olhos vermelhos e inchados, perguntou friamente:
— Veio me apressar para ir embora? Já estou arrumando minhas coisas. Pode ficar tranquilo, vou pedir aos meus pais biológicos que paguem por tudo isso, inclusive pela minha criação durante todos esses anos. No futuro, eu ganho dinheiro e devolvo tudo a vocês.
Ao vê-la tão abatida, Givaldo sentiu o coração apertar, mas, ao ouvir aquelas palavras, não pôde deixar de repreendê-la suavemente:
— Amanda, como você pode falar assim comigo? Sou seu irmão

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos