Em seguida, Hortensia apareceu à porta, pálida, fazendo sinal para Ema.
Ema percebeu na hora que alguma coisa tinha acontecido, mas, felizmente, Marisa não olhou para a porta. Com um leve sorriso, ela disse:
— Mãe, aqui estão as redes sociais das crianças. Dá uma olhada primeiro, eu já volto. Depois do expediente, levo você para casa para conhecê-las.
Ema se levantou e foi até a porta. Givaldo percebeu que a expressão dela não estava normal e a seguiu.
Hortensia segurava uma caixa nos braços e disse em voz baixa, com a voz trêmula:
— Ema, Sr. Amorim... deem uma olhada nisso.
Ema lançou um olhar apreensivo para Hortensia. Depois de tantos anos convivendo com ela, sabia que, se Hortensia não estivesse realmente assustada, não estaria com aquela expressão e as pupilas daquele jeito.
Givaldo também sentiu que havia algo errado no ar. Pegou a caixa, afastou-se das duas para abri-la e, assim que viu o conteúdo, fechou-a de imediato. Com um sorriso calmo, disse a Ema:
— Não é nada, deve ser só uma brincadeira de mau gosto. Vai fazer companhia para a mamãe, eu cuido disso.
Ema franziu a testa:
— O que é isso? Me deixa ver.
Givaldo ergueu a caixa:
— Não tem nada para ver. Seja boazinha e vai ficar com a mamãe. Ela viu alguns vídeos das crianças e deve estar louca para conversar com você.
Dizendo isso, Givaldo empurrou Ema de volta para o escritório. A porta se abriu um pouco, e Marisa chamou Ema alegremente.
Sem alternativa, Ema entrou primeiro para fazer companhia à mãe.
Givaldo fechou a porta pelo lado de fora e disse a Hortensia:
— Me leva para uma sala vazia.
Hortensia o levou até o próprio escritório.

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