Assim que Givaldo terminou de falar, ouviram os gritos de Emerson vindo do andar de baixo. A voz dele soava extremamente aflita.
Givaldo abriu a porta na mesma hora e correu para baixo. Sentindo que algo estava errado, Ema foi logo atrás.
Ao vê-los descendo, Emerson disse, apavorado:
— Amanda desmaiou! Givaldo, pega o carro rápido e leva ela para o hospital!
— Certo, pai.
Givaldo respondeu, correu até o sofá, pegou Amanda nos braços e disparou em direção à saída.
O casal da família Ribeiro nem teve tempo de se despedir e também correu atrás dele.
Marisa aproximou-se às pressas e disse:
— Emerson, vai até o quintal chamar o motorista. Vamos todos juntos para ver como ela está.
Assim que falou, Marisa viu Ema parada ao pé da escada, visivelmente deslocada, e sentiu mais uma pontada de tristeza.
Ela se aproximou, segurou as mãos de Ema e disse com a voz embargada:
— Eu e seu pai vamos lá dar uma olhada e já voltamos. Não fica pensando bobagem, está bem?
Emerson também interveio:
— Filha, sua mãe e eu precisamos lidar com as consequências dessa situação. Não entenda mal.
Ema não queria causar mais preocupação naquele momento e respondeu depressa:
— Tudo bem, pai, mãe. Vão logo. Eu vou para casa agora e volto amanhã, depois do trabalho, para ver vocês.
— Certo, minha boa filha.
Marisa abraçou Ema e correu para fora, puxando Emerson pelo braço.
Com a saída deles, a grande casa que antes estava tomada pela agitação ficou tão silenciosa que era possível ouvir o tique-taque do relógio.
O coração de Ema pareceu esvaziar-se, seguido por uma onda de melancolia inexplicável.


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