Depois de gritar e chorar, Amanda se jogou outra vez nos braços de Givaldo, soluçando ainda mais alto:
— Givaldo, você sempre foi quem mais cuidou de mim. Me diz que isso não é verdade! Ué...
Ninguém na sala disse uma palavra, mas os suspiros se sucediam. As lágrimas de Marisa e Filipa Castro não paravam de cair.
Ema, por sua vez, mantinha a cabeça levemente baixa, apertando com força a barra da própria blusa. Emerson, que estava sentado ao lado dela, percebeu seu desconforto e apertou sua mão em um gesto de consolo.
Givaldo então ajudou Amanda a se sentar no sofá e disse:
— Amanda, não chora mais. Se você quiser, sempre vai ser minha irmã. Mas, agora que sabemos a verdade, os laços de sangue não podem ser ignorados.
Amanda lançou um olhar para o casal da família Ribeiro e, aos prantos, perguntou a Givaldo:
— Givaldo, você está querendo dizer que eu tenho que aceitá-los e ir embora da família Amorim?
Naquele momento, Filipa já chorava descontroladamente. Ela se aproximou, agachou-se diante de Amanda, segurou suas mãos com força e disse em meio às lágrimas:
— Minha filha, minha querida... Desde que descobrimos que a criança que criamos não era nossa, nós procuramos por você durante quatro anos inteiros. No começo, pensamos que Ema fosse a nossa filha. Eu cheguei a pensar que nunca mais te veria nesta vida, mas Deus é justo.
Filipa ora segurava Amanda e chorava, ora batia no próprio peito em desespero.
Enquanto isso, Amanda absorvia aquelas informações com um olhar vazio. Ao ouvir Filipa mencionar o nome de Ema, seu olhar se voltou lentamente para ela.
No segundo seguinte, empurrou Filipa bruscamente, levantou-se e, olhando para Emerson e Marisa, gritou em prantos:
— Pai, mãe, vocês me criaram por quase trinta anos e agora, por causa de alguns papéis, não vão mais me reconhecer como filha?
Assim que terminou de falar, enxugou as lágrimas, apontou para Ema e esbravejou:

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