Ignorando a última frase, Alípio ficou bastante satisfeito com aquela resposta. Apagou a ponta do cigarro e disse:
— Passe a informação para Fidel Ribeiro e deixe que ele arranque a máscara dessa farsa. Quanto ao resto, o que vocês tiverem que enfrentar, vão enfrentar.
Givaldo assentiu, pensativo, e de repente perguntou:
— O que você veio fazer aqui a essa hora da noite? A gente acabou de se ver no jantar.
Alípio murmurou:
— A Ema com certeza não vai conseguir dormir esta noite.
O olhar de Givaldo também se tornou complexo. Embora o desfecho daquela situação fosse bom, todos os envolvidos precisariam de tempo para aceitar lentamente a nova realidade.
No entanto, ele estava genuinamente feliz. Sempre havia tratado Ema como uma irmã, e agora ela era de fato sua irmã biológica.
Givaldo sorriu radiante, mas de repente lembrou de algo e sua expressão mudou imediatamente. Rangendo os dentes, declarou:
— Aquela maldita família Pacheco... Vou fazer com que paguem caro por isso.
— Eu penso exatamente o mesmo — respondeu Alípio.
Quando os dois saíram da escada de emergência, Givaldo adotou um tom de súplica:
— Futuro cunhado carente, eu tenho algumas coisas para conversar com a Ema. Que tal você procurá-la amanhã?
Alípio arqueou uma sobrancelha:
— Não gostei do apelido. Pedido negado.
Givaldo fechou os olhos, sem palavras, e demorou um bom tempo até conseguir cuspir as palavras por entre os dentes:
— Meu nobre cunhado.
Com um sorriso no rosto, Alípio fez um gesto de ok com a mão e caminhou em direção ao elevador.
....................
No dia seguinte.
Ema estava ocupada no estúdio quando seu celular tocou. Era um número desconhecido.

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