Fátima fez uma pausa de propósito. Ema franziu a testa e perguntou friamente:
— Coisas terríveis? Além de tudo o que ela fez comigo junto com você, houve outras?
Fátima assentiu e continuou:
— Mas eu tenho um favor para te pedir.
Os dedos de Ema tamborilavam sobre a mesa. Seus olhos afiados analisaram o rosto de Fátima antes de ela perguntar:
— Você está sugerindo usar esse segredo como moeda de troca pelo que quer?
Fátima assentiu outra vez.
Um sorriso irônico surgiu nos lábios de Ema, e ela disse com calma:
— Helena te apunhalou pelas costas, e você mesma ainda não conseguiu se vingar. Para mim, se ela for levada à justiça ou não, isso já não tem tanta importância. Se ela for capaz, que viva escondida como um rato pelo resto da vida. Para mim, isso também serve.
Fátima balançou a cabeça apressadamente:
— Ema, não é sobre isso que eu quero falar. É sobre você...
Enquanto falava, o olhar de Fátima pousou sobre o ventre de Ema. Ema ficou confusa com aquele olhar, mas uma sensação de inquietação começou a crescer em seu peito.
Como Fátima acabara de dizer que queria lhe pedir um favor — e certamente não seria algo pequeno —, Ema não podia demonstrar nenhum sinal de pânico.
— Sobre mim o quê?
Ema perguntou em tom monótono.
Fátima disse com cuidado:
— Sobre aquele assunto de quatro anos atrás... o exame de DNA e até os motivos pelos quais Alípio suspeitou que você o estivesse traindo...

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