Mas, embora quisesse perguntar, ela não abriu a boca. Como o líquido no frasco já estava quase no fim, Ema virou-se um pouco e apertou a campainha de chamada.
A enfermeira chegou rapidamente, trocou a medicação e saiu apressada.
Alípio ficou em pé em silêncio ao lado da cama por um momento, depois caminhou até atrás do biombo.
Foi só quando o soro terminou e a enfermeira veio retirar a agulha que ele saiu de lá.
A enfermeira colocou um curativo no local da injeção e pediu que ele pressionasse. Ele simplesmente segurou a mão de Ema e pressionou o local onde a agulha havia estado.
Quando a enfermeira saiu, Ema estendeu a outra mão e disse friamente:
— Não precisa apertar para mim. Além disso, calcule todas as despesas médicas.
Alípio respondeu com voz suave:
— Mantenha pressionado antes de soltar, senão vai sangrar. Vai passar logo.
Ainda assim, Ema insistiu em puxar a mão e pressionou o local por conta própria.
— Ema, tenho uma coisa para te contar, mas tente não se desesperar nem deixar o estresse afetar sua saúde. — Alípio se levantou lentamente, com um tom de voz que tentava acalmá-la.
Ema franziu a testa e olhou para ele. Ele estava agindo estranho desde que olhou o celular. Então ele estava esperando que ela terminasse o soro?
O que poderia fazê-la ficar tão nervosa a ponto de passar mal?
Quanto mais Ema pensava, mais ansiosa ficava. Ela perguntou apressadamente:
— Aconteceu alguma coisa com as crianças na creche?! Ou a Érica teve sangramento nasal de novo?!
Enquanto falava, sem esperar pela resposta de Alípio, Ema rapidamente saiu da cama e calçou os sapatos às pressas.
Alípio segurou o braço dela e disse com a voz grave:
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