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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 442

Érica inclinou a cabecinha e disse:

— Antes era antes, agora é agora. As coisas mudam.

Alípio esticou o dedo indicador e tocou levemente no narizinho dela, perguntando com um sorriso:

— A pequena Érica sabe tanto? Quem te ensinou?

— A mamãe! — Érica apontou para Ema, respondendo com orgulho.

Em seguida, ela olhou para Ema com olhos pidões e disse:

— Mamãe, eu queria que o senhor viesse fazer os exames comigo, pode ser?

Ema ordenou gentilmente:

— Érica, desça daí primeiro.

— Ah, tá bom. — Érica, obediente, escorregou dos braços de Alípio e ficou reta em frente a Ema.

Ema acariciou a cabecinha dela e disse:

— Érica, a Sra. Hortênsia e o Sr. Samuel vão ficar com os seus irmãos. A mamãe vai levar você para fazer os exames.

Érica imediatamente fez um biquinho e disse com uma voz chorosa:

— Eu sei, mamãe. Eu sei que tenho que ser boazinha e obedecer à mamãe. Mas a Érica queria muito que o senhor fosse junto, pode ser? Ele me trouxe para o hospital hoje como um herói, e eu parei de sangrar rapidinho...

Ema ia recusar novamente, mas Alípio se adiantou:

— Sra. Pacheco, a criança acabou de melhorar um pouco, você não deveria ser tão severa.

Dito isso, Alípio aproveitou para dizer a Érica:

— Venha, eu te levo no colo para fazer os exames.

Érica não se atreveu a se mover. Ficou olhando ora para Ema, ora para o chão, como se tivesse feito algo errado e esperasse a permissão da mãe.

Ema, vendo o rostinho ainda um pouco pálido da filha, não teve coragem de recusar duramente e deixá-la triste de novo.

E Alípio, percebendo a expressão das duas, aproveitou para pegar Érica no colo.

— Vamos.

Porém, assim que Alípio terminou de falar, Érica começou a chorar baixinho, com os ombrinhos tremendo.

Ema empurrou Alípio para o lado com o cotovelo, inclinou-se para enxugar as lágrimas da filha e perguntou gentilmente:

— Por que a nossa princesa corajosa está chorando? Está com medo desse buraco? Ou não gostou do castelo?

O corpinho de Érica soluçava junto com o choro. Ela levantou o rostinho e disse:

— Eu não tenho coragem de dizer, tenho medo de deixar a mamãe triste.

Ema continuou a confortá-la com carinho:

— A mamãe não vai ficar triste. Tudo o que a Érica disser, a mamãe vai adorar ouvir.

Érica recuperou um pouco o fôlego e perguntou com sua vozinha infantil:

— O senhor disse que ia me dar um castelo... Eu não quero um castelo. Eu quero um papai. Ele pode me dar um?

O coração de Ema sofreu um golpe duro com aquelas palavras. Enquanto pensava em como consolar a pequena, Alípio tomou a palavra:

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