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Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 332

No dia seguinte.

Como de costume, Ema cuidou da higiene das crianças e tomou café da manhã com elas.

Em seguida, as duas senhoras e o motorista levaram os pequenos para a escolinha.

Ela foi trabalhar no Estúdio Olhar Nobre.

Assim que entrou no escritório, percebeu que a mesa de centro e a sua mesa de trabalho estavam completamente tomadas por flores — tantas que mal se via a superfície dos móveis.

O ambiente inteiro estava impregnado por uma fragrância floral suave e constante.

— Ema, trouxe seu café. — A voz animada de Hortensia veio acompanhada de uma batida à porta.

Ela entrou em passinhos curtos e colocou a xícara sobre a mesa.

Ema apontou para as flores e perguntou, desconfiada:

— O que é isso tudo?...

Hortensia franziu a testa e respondeu:

— Ema, eu também não sei. Quando cheguei de manhã, já estava assim. Ninguém comentou quem mandou.

Enquanto procurava algum cartão entre os arranjos, Ema disse:

— Entendi. Vai lá na recepção perguntar.

Hortensia assentiu:

— Tá bom, Ema.

Alguns minutos depois, voltou correndo da recepção.

— Ema, o pessoal lá embaixo disse que as flores foram entregues assim que o estúdio abriu. Os entregadores falaram que eram para a dona do carro esportivo cor champanhe. E, bem, a única pessoa por aqui com um carro desses é você.

Henrique?

Ema franziu a testa. Tirando ele, não deveria ser mais ninguém.

Ela ainda nem tinha tido tempo de ir buscar o carro...

Mas o que significava ele lhe mandar flores?

Ema olhou a hora. Tinha que ir ao estúdio de gravação naquele dia e não podia perder tempo com aquilo.

Antes mesmo que Ema falasse, Givaldo fez a pergunta diretamente.

Ela se sentou devagar de frente para ele, pensou por um instante e respondeu:

— Givaldo, se isso for parar no tribunal... fui eu quem gerou as crianças, cuidei delas e as criei sozinha até hoje. Eu tenho total capacidade de dar a elas uma vida estável. O juiz não daria a guarda para ele, daria?

Givaldo fez uma pausa e respondeu:

— Ema, eu já te disse para não se preocupar com isso. Se ele tem bons advogados, eu também tenho. Vou fazer o meu melhor...

Ema cerrou os punhos com força e, em seguida, começou a esfregar as mãos nervosamente.

Por mais confiante que Givaldo parecesse, ela continuava apavorada.

Jamais suportaria a ideia de ver os pequenos sendo levados para viver com Alípio.

Ela não aguentaria.

Givaldo percebeu a angústia de Ema e continuou tentando acalmá-la:

— Não se desespere. Além disso, não teve aquele erro no teste de DNA? É provável que ele ainda nem saiba que as crianças são dele. Mas... o que eu acho estranho é que esse tipo de exame é feito por clínica especializada, e você mesma disse que foi gente dele que cuidou disso. Como poderia ter dado errado?

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